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ESPETÁCULO

Paixão de Cristo leva para o palco o debate contra a violência

O ponto alto será o momento em que Jesus encontra a violência dos dias atuais

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura
Neste ano o espetáculo da Paixão de Cristo, que já se tornou uma tradição em Guarapuava, traz à tona a discussão sobre Superação da Violência. O tema é o mesmo da Campanha da Fraternidade, proposta pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. De acordo com a organização a apresentação buscará mesclar a realidade do tempo de Jesus com a realidade dos dias atuais. A encenação, que acontecerá na sexta-feira Santa (30), às 20h na Praça da Fé, com apoio da prefeitura de Guarapuava e realização da Diocese de Guarapuava, conta com mais de 400 pessoas em sua organização e execução. [caption id="attachment_154412" align="aligncenter"]
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O ponto alto será o momento em que Jesus, sofrendo violência, encontra as violências dos dias atuais (Foto: Assessoria PMG)[/caption] O Pároco da igreja Santana, Padre Itamar Abreu Turco, explicou como será apresentado o tema durante as encenações. "Entender como a palavra de Deus age e como é a situação dela diante da violência é uma preocupação que vai estar presente na encenação”, explicou. Desde fevereiro, 250 artistas amadores de comunidades e paróquias estão ensaiando para a apresentação. "Tem criança que participa da catequese, jovens de grupos de oração, terceira idade da Pastoral da Família e tem também pessoas que não fazem parte desses grupos. Além dos artistas, mais 150 pessoas estão comprometidas na organização do evento", informou o diretor artístico do evento, Jeverson Dranski. Dranski ressaltou ainda que será tudo muito oracional e catequético, voltado para parte bíblica. Ele disse que o espetáculo enfatizará a mesma temática do ano passado, sendo incluídos dois novos personagens: Caim e Abel. “Iremos usar os recursos naturais que temos lá, cada vez mais diminuindo a interferência em construção de palcos, cenários e adereços. Queremos usar mais a estrutura da pedreira". O ponto alto será o momento em que Jesus, sofrendo violência, encontra as violências dos dias atuais. "Nesse momento, a proposta de reflexão é que o público pense sobre como se posiciona diante da violência, se é aquele que dá as chicotadas ou recebe", disse Dranski. No dia do evento a rua Bahia, em frente à Praça da Fé, será fechada desde as 7h para o tráfego de carros. A recomendação é que os espectadores levem cadeiras para assistir a encenação.

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