Paraná gera mais empregos e cumpre, antes do prazo, metas da ONU

O Paraná deve cumprir, já no próximo ano, pelo menos cinco das sete metas propostas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o Desenvolvimento do Milênio. Países do mundo inteiro se comprometeram a alcançar uma série de objetivos até 2015, considerando indicadores sociais e econômicos com base nos dados apresentados em 1990. Falta pouco para o prazo e os números paranaenses são destaque. O estado reduziu a pobreza pela metade nos últimos sete anos e é líder brasileiro em geração de empregos formais, proporcionalmente à sua população.

A análise é do Observatório de Indicadores de Sustentabilidade (Orbis), um programa do Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD), apoiado pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e certificado pelo Observatório Global Urbano (GUO) da ONU. Os dados usados são de fontes oficiais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e o Relatório de Indicadores 2009 já está disponível no sitiohttp://www.orbis.org.br .

Segundo a publicação, o Paraná diminuiu o total de pessoas vivendo com renda familiar menor que meio salário mínimo de 45,8%, em 1991, para 18,2%, em 2008. Uma redução 60,3% no período. A maior queda aconteceu a partir de 2003, já que nos anos de 2000 e 2001, 35% dos paranaenses estavam abaixo da linha da pobreza. “As políticas públicas de transferência de renda, geração de empregos e maior salário têm impacto direto neste índice”, afirma o estatístico do Orbis, Albi Rocha.

“Não existe uma meta específica para os índices de trabalho formal, mas o emprego influencia no rendimento e na qualidade de vida da população. As metas da ONU prevêem uma combinação de fatores. O Paraná é um dos estados brasileiros que mais tem avançado na conquista de bons indicadores e está muito próximo de cumprir as outras metas antes do prazo”, disse.

Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), que usa os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), fornece indicadores no mesmo sentido e mostra que nos últimos anos o índice de pobreza no Paraná teve queda de 8,25 pontos percentuais. De acordo com as informações, em 2003, cerca de 1,6 milhão de pessoas viviam na chamada linha da pobreza. Cinco anos depois, com 1 milhão habitantes a mais, o número caiu para 813 mil pessoas.

“Os dados são comprovados por diferentes entidades e órgão oficiais. Mais importante que isso, os números refletem uma realidade que a população sente no dia a dia. Estes índices são resultados de políticas sociais e de geração de emprego, de um compromisso assumido pelo governador Roberto Requião em defesa dos que mais precisam. Tenho certeza que conhecemos pelo menos uma pessoa que foi contratada nos últimos sete anos”, diz o secretário estadual do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Nelson Garcia.

Números de outubro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, apontam para a existência de 2.230.196 trabalhadores com carteira assinada no Paraná. Destes, 666.035 conseguiram emprego a partir de 2003. Para se ter ideia do que isto significa, o número de contratações entre janeiro de 2003 e outubro de 2009 é equivalente a 17 vezes mais que o total dos oito anos do governo anterior, quando foram 37.882 admissões.

Interior – os dados do Caged revelam, ainda, que nos últimos seis anos e dez meses, o Interior foi responsável por 63,2% de todos os empregos gerados no estado, ou seja, 420.976 postos de trabalho.

No mesmo período, segundo a FGV, a redução do índice de pobreza no interior passou de 16,8% para 8,46%. Em Curitiba, o índice recuou de 10,5% para 3,92%; e na Região Metropolitana (RMC), de 18,7% para 9,09%.
Outro indicativo de como a geração de empregos tem melhorado a qualidade de vida dos paranaenses, principalmente no Interior, é o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM). A avaliação feita pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) eleva o Paraná à vice-liderança nacional do desenvolvimento. O estado alcançou nota 0,8074, em uma escala que vai de zero a um, considerando as áreas de emprego/renda, saúde e educação.

A pesquisa divulgada neste ano revela que o crescimento do Paraná migra para o interior. Entre as cinco cidades de maiores índices, estão Londrina (0,8634), Maringá (0,8621) e Apucarana (0,8376). Curitiba teve nota 0,8546 e Pinhais, na RMC, atingiu 0,8582.

Na área de emprego e renda, o Paraná está entre os quatro melhores colocados no ranking, com 0,8344 ponto, juntamente com São Paulo (0,8890), Rio de Janeiro (0,8872) e Minas Gerais (0,8696). O índice leva em conta o número de empregos formais, o salário médio de cada setor e a renda per capita.

Renda – o IBGE comprova que os paranaenses têm renda superior à média brasileira. Segundo o Instituto, no Paraná, os rendimentos saltaram de R$ 321, em 1998, para R$ 814,00, dez anos depois. No Brasil, o aumento no período foi de R$ 314,oo para R$ 701,00. “Descontadas as taxas inflacionárias, a renda média mensal no Paraná aumentou 57%. São números muito positivos”, destaca o pesquisador do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Eron Maranho.

Projeções do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que o piso regional, instituído pelo Governo do Estado em 2006, tem impacto direto neste indicador e movimenta R$ 754,4 milhões. O piso, valido para cinco categorias diferentes de empregados sem acordo coletivo de trabalho, atende 468 mil trabalhadores diretamente e mais 284 mil indiretamente. Ou seja, beneficia mesmo aqueles que são organizados em sindicatos e não tem direito ao piso.

“O salário mínimo regional faz com que os nossos acordos coletivos sejam puxados para cima nas negociações. Até mesmo os assalariados rurais informais garantem maiores rendimentos”, analisa o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), Ademir Mueller.

Em 2009, o piso paranaense, que era o maior salário regional do Brasil, aumentou e hoje tem valores que variam de R$ 605,52 a R$ 629,65. Com isso, o piso paranaense vale 30,2% a 35,4% mais que o mínimo nacional, de R$ 465,00.Parte superior do formulário
Fonte: AEN

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