Paraná registra queda de 10% nos casos de dengue em 2009

Da redação – O novo boletim da Secretaria da Saúde do Paraná apontou uma redução de 10,34% no número de casos de dengue confirmados e 40,74% no número notificados de 2008 para 2009. Dos 893 casos confirmados em 2009, 771 são indígenas, cuja infecção ocorreu dentro do estado, e 122 foram “importados” de outras regiões.

Para 2010, a recomendação é que os municípios fiquem atentos quanto à possibilidade de uma epidemia de dengue hemorrágica, uma vez que circulam três tipos diferentes de vírus da doença. Em 2009, foram registrados no Paraná três casos de febre hemorrágica e dois casos de dengue com complicação, no entanto, não houve nenhuma morte.

“Estamos monitorando a situação em todos os municípios do Estado. Porém, mobilização da sociedade deve ser efetiva e permanente, assim como o trabalho técnico operacional desenvolvido pelas secretarias municipais e pelos comitês para evitar uma possível epidemia. A população também pode ajudar na vigilância, fazendo a limpeza intradomiciliar, e alertando os vizinhos mais descuidados. E, se houver situação de risco eminente, o ideal é informar o setor de vigilância em saúde do município”, afirmou o secretário da Saúde, Gilberto Martin.

Região mais afetada

De acordo com o levantamento, a maior taxa de incidência de casos da doença foi registrada na 20ª Regional de Toledo, sendo 77,27 a cada 100 mil habitantes. Na região que compreende 18 municípios, o número de casos confirmados chegou a 277, sendo 251 autóctones e 19 importados. A região é afetada principalmente pela proximidade com regiões de fronteira e pelo clima favorável.

“No Paraná 263 municípios registraram a presença do mosquito aeades aegypty. As regiões mais atingidas são no oeste, noroeste e norte do Estado, devido à média anual de temperatura, superior a 21º C”, explicou o técnico do Programa de Combate a Dengue, Ronaldo Trevisan.

Cuidados

O técnico lembra que apesar do risco ser permanente, no verão a atenção deve ser redobrada, isto porque as temperaturas sobem muito e população viaja em virtude das férias. “As pessoas viajam e esquecem recipientes que podem acumular água no quintal. Com as chuvas comuns nesta época, objetos acabam por virar criadouros do mosquito”, disse.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

Foto: divulgação

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