PF desarticula organização criminosa transnacional no PR

Os suspeitos são investigados por lavagem de dinheiro e evasão de divisas

A operação é um desdobramento que começou em 2017 (Foto: Arquivo/RSN)

A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram na manhã desta quarta (15), a ‘Operação Freeway’, que tem o objetivo de desarticular uma organização criminosa transnacional em Foz do Iguaçu, especializada na lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta e contabilidade paralela.

A operação conta com a participação de 60 policiais federais e 10 servidores da Receita Federal e está cumprindo 27 ordens judiciais expedidas pelo juízo da 23ª Vara Federal Criminal de Curitiba, sendo quatro mandados de prisão preventiva, cinco ordens de instalação de tornozeleiras eletrônicas e 18 mandados de busca e apreensão, todos em Foz do Iguaçu.

A operação é um desdobramento da ‘Operação Confraria Cataratas’, deflagrada em setembro de 2017, também em Foz. Na ocasião, as equipes constataram que três casas de câmbio da cidade compravam e vendiam moedas estrangeiras em desconformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Banco Central.

A análise do material apreendido na ‘Operação Confraria Cataratas’ revelou que os responsáveis por uma das três casas de câmbio investigadas, além de operarem irregularmente no mercado de câmbio, integravam uma organização criminosa transnacional especializada na prática de diversos delitos contra o sistema financeiro.

Carros apreendidos na manhã desta quarta (15) na Operação Freeway em Foz do Iguaçu (Foto: Ascom/Polícia Federal)

As investigações demonstraram que, no período de 2011 a 2017, o grupo criminoso cambiou ilegalmente centenas de milhões de dólares. Grande parte desse montante foi evadido para o Paraguai, especialmente para empresas que comercializam produtos eletrônicos, enquanto outra grande parte foi remetida para empresas de turismo sediadas em Foz do Iguaçu e controladas pela organização.

A investigação revelou, ainda, que essa organização criminosa operava como uma espécie de “banco de compensações”, casando o interesse de contrabandistas brasileiros interessados em remeter dinheiro para o Paraguai com o interesse de empresários estabelecidos no Paraguai interessados em remeter dinheiro para o Brasil.

A Justiça também determinou o sequestro dos bens imóveis e dos valores pertencentes aos investigados. Estima-se que o patrimônio sequestrado ultrapasse a quantia de R$ 40 milhões.

 

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