População vai às ruas de Turvo em luta pelo fim da violência contra as mulheres

Pedidos de justiça pela morte de Suelen Weber marcaram a manifestação pacífica deste sábado (9)

(Foto: Michele Fiuza)

A ‘Manifestação pacífica contra o feminicídio’ organizada por um grupo de mulheres no final da tarde deste sábado (9) em Turvo mobilizou a população na luta pela vida das mulheres, pelo fim do machismo e pela igualdade de direitos. No ato, manifestantes percorreram a Avenida 12 de Maio com cartazes em mãos que pediam o fim da violência e justiça à todas as mulheres vítimas do assédio, do machismo, da violência de gênero.

(Foto: Michele Fiuza)

Na manifestação, o nome de Suelen Weber, de 18 anos, que morreu no último sábado (2), estava presente. Em frente à Prefeitura de Turvo, os cartazes se uniram às declarações de participantes do movimento e às canções de luta. “Não se cale”, “queremos justiça”, “mulheres de Turvo em luto”, “Suelen presente”, “é por Suelen e por todas nós mulheres”, “nenhuma a menos”, “que o homem não te define, sua casa não te define, sua carne não te define, você é seu próprio lar”.

 

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A manifestação deste sábado soma-se a outros atos de luta organizados por movimentos feministas e pela comunidade da região que evidenciam a urgência pela fim da violência de gênero. Em julho de 2018, por exemplo, mulheres guarapuavanas se uniram à luta mundial pelo fim da violência contra a mulher.

Na época, dois casos recentes de morte de mulheres na região central do Estado, de Tatiane Spitzner, de 29 anos, ocorrido em Guarapuava, e de Ivanilda Karnaski, de 30 anos, morta em Irati, foram manifestados por um dos grupos que liderava a organização do ato, em sua página no Facebook com palavras de ordem pela vida das mulheres.

Não precisamos que mulheres morram para gritarmos por justiça, por igualdade, por paz. Mas quando uma de nós é arrancada da vida dessa forma, pelas mãos de quem jurou amar e proteger, nossa força e ímpeto de luta se intensificam. Seguimos firmes na luta. Na expressão de nossa dor e nossa raiva, endossado a convocação de todas para utilizar essas emoções como combustível para denunciar as violências que resultam do machismo e do patriarcado.

À frente da manifestação nessa época, estava o Coletivo Feminista Cláudia da Silva e a Marcha Mundial das Mulheres-Núcleo Guarapuava.

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