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MORADIA

Protesto de abre caminho para solução do impasse que afeta 176 famílias do Jardim de Lótus

Após reunião com moradores, Prefeitura buscará junto ao Ministério Público uma alternativa para liberar a ocupação dos apartamentos

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
4 min de leitura
Jardim Lotus
Jardim Lotus

Uma manifestação na tarde desta segunda (26), em frente à Prefeitura de Guarapuava, abriu uma nova perspectiva para as 176 famílias que aguardam a entrega dos apartamentos do primeiro módulo do Condomínio Jardim de Lótus. Após o protesto, representantes dos moradores e do Município se reuniram e decidiram somar esforços para buscar uma solução junto ao Ministério Público.

O objetivo é viabilizar a concessão de um Habite-se parcial, permitindo que as famílias ocupem os apartamentos já concluídos enquanto são resolvidas as pendências de infraestrutura envolvendo a Construtora Lotus.

O impasse ocorre porque, segundo a Prefeitura, a construtora não cumpriu exigências urbanísticas estabelecidas para o empreendimento. Entre elas estão obras de canalização do Arroio do Engenho e uma ligação viária que ampliaria o acesso à região. Por essa razão, o Município sustenta que não pode emitir o documento sem o atendimento das condições legais.

A empresa, por outro lado, afirma que executou o empreendimento conforme os projetos e alvarás aprovados e questiona a exigência dessas intervenções externas como condição para a entrega dos apartamentos. A divergência também é discutida judicialmente.

Enquanto Prefeitura e construtora discutem responsabilidades, 176 famílias continuam impedidas de entrar nos imóveis que adquiriram, muitos deles financiados pela Caixa Econômica Federal.

Há moradores pagando aluguel, famílias vivendo provisoriamente na casa de parentes e pessoas que já organizaram mudanças acreditando que receberiam as chaves. Entre os afetados estão também famílias com crianças que necessitam de cuidados especiais.

REUNIÃO PARA RESOLVER O IMPASSE

Durante a manifestação, acompanhada pelo vereador Rodrigo do Agita, moradores foram convidados para uma reunião com representantes da Procuradoria-Geral do Município e das secretarias de Habitação e Comunicação.

Segundo os participantes, ficou encaminhada uma articulação entre o procurador-geral do Município, Gino Lucas Scherdien, e o promotor de Justiça Bruno, que atua no processo judicial, para avaliar a possibilidade de emissão de um documento parcial que permita a ocupação dos apartamentos.

A expectativa é de que essa conversa aconteça ainda nesta semana. A liberação, porém, ainda depende de análise jurídica e não está garantida.

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