22/08/2023
Agronegócio Guarapuava Região

Região de Guarapuava já soma perdas nas culturas de inverno

O maior risco para os produtores de todo o Paraná é a quebra na produção e na qualidade do produto devido a incidência de chuvas

Plantação de soja (Foto: José Fernando Ogura/AEN)

A Região de Guarapuava, uma das principais produtoras de cultura de inverno, registra grandes perdas por causa das chuvas. Entretanto, conforme a Secretaria de Estado da Agricultura (Seab), a incidência de chuvas impossibilita a conclusão do relatório definitivo do Departamento de Economia Rural (Deral). A estimativa é que haja redução significativa na produtividade da cevada, trigo e aveia.

As culturas de verão terão mais atraso no plantio. Além disso, as erosões surgem tanto em áreas plantadas quanto a plantar. Os problemas nas estradas prejudicam o transporte de leite e animais. De acordo com a Seab, essa dificuldade também atinge outras Regiões. Na Região de Pitanga, há muitos estragos registrados na área rural, mas ainda sem levantamento específico.

Conforme a Seab, em algumas localidades como Mato Rico, há comunidades isoladas em função dos estragos nas estradas. “Esse é o maior problema relatado até o momento em todo o núcleo”. O Núcleo de Ivaiporã, no Vale do Rio Ivaí, relatou problemas graves de inundações, queda de granizo e estragos em estradas rurais. Irati registrou rompimento de pontes e acúmulo de água nas estradas.

O Núcleo de União da Vitória já vinha sofrendo há dias com as inundações. Neste fim de semana, o nível do Rio Iguaçu elevou-se ainda mais. Com isso, pequenos produtores perderam praticamente toda a produção de hortaliças, além de outras culturas. No Núcleo Regional de Laranjeiras do Sul, a derrubada de pontes deixou algumas comunidades isoladas. A Região de Cornélio Procópio, no Norte paranaense, recebeu volume de chuvas considerado benéfico para a agricultura, ainda que tenha havido precipitação de granizo no município de Cornélio Procópio e em Leópolis.

COLHENDO

De acordo com a Seab, nas Regiões Sul, Centro-Sul e Sudoeste, que estão sendo mais castigadas com os temporais, produtores de trigo e cevada fazem a colheita. Até o início da semana passada tinham sido colhidos 84% dos 1,4 milhão de hectares de trigo e 17% dos 87,3 mil hectares de cevada. O maior risco para os produtores é a quebra na produção e na qualidade do produto.

Nessa mesma Região, o plantio das safras de soja, milho e feijão, entre as principais culturas, também está concentrando a atenção dos produtores. Há uma semana o milho tinha 91% dos 314 mil hectares já semeados, o feijão estendia-se por 79% dos 11,4 mil hectares previstos, enquanto a soja havia sido plantada em 58% dos 5,8 milhões de hectares.

REPLANTIO

As chuvas volumosas podem exigir replantio ou nova colocação de adubo, o que aumenta os custos de produção nas áreas que exigirem esse manejo. Em outras Regiões, a grande umidade do solo pode manter as raízes encharcadas, podendo posteriormente ter reflexo negativo na produção.

Conforme o secretário de Agricultura, Norberto Ortigara, há um nível de perda considerado ruim, difícil e elevado. “Boa parte dos agricultores não faz seguro, não tem a proteção, mas há procedimento previsto no manual de crédito rural, e estamos abertos para construir alguma forma de parceria”. Segundo Ortigara, o governo está definindo critérios para ajudar os municípios, especialmente aqueles que tiveram situação de emergência decretada e reconhecida.

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Cristina Esteche

Jornalista

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