22/08/2023
Cotidiano Em Alta Paraná

Rio Bonito do Iguaçu já teve R$ 63 milhões de auxílio após o tornado

Município ainda está sob decreto de estado de calamidade válido por 180 dias por causa do tornado, que deixou seis mortos e cerca de 750 feridos

Rio Bonito do Iguaçu (Foto: Roberto Dziura Jr/AEN)

O município de Rio Bonito do Iguaçu segue sob estado de calamidade válido por 180 dias, por causa do tornado de 7 de novembro do ano passado. O tornado que arrasou a cidade ao atingir 90% da área urbana deixou seis mortos e cerca de 750 pessoas feridas. Mas passados quatro meses desde a ocorrência, as ações estão focadas na reforma e construção de casas e equipamentos públicos. E no apoio financeiro às famílias mais afetadas. O investimento do governo estadual já ultrapassa R$ 63 milhões.

A administração municipal recebeu R$ 11,5 milhões do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap). O Fundo passou por mudanças aprovadas pela Assembleia Legislativa do Paraná nos dias seguintes à tragédia para permitir o repasse direto de recursos às famílias e ao município. Do valor destinado à prefeitura, R$ 3,1 milhões foram para a compra de materiais de construção. E R$ 8,4 milhões para a aquisição de ônibus escolares para a retomada das aulas.

Após esse prazo de calamidade, que deve se encerrar em abril, a prefeitura deve prestar contas sobre a utilização do auxílio. Os recursos do Fecap também atendem outros dois programas emergenciais voltados diretamente às famílias afetadas: o Superação, que prevê o pagamento de R$ 1 mil mensais por seis meses para auxiliar as famílias, e o Reconstrução, que destina até R$ 50 mil para a compra de materiais de construção e pagamento de mão de obra para reconstruir as casas danificadas.

REFORMAS

Até março, o programa Superação destinou R$ 7,2 milhões em pagamentos, beneficiando 1.971 famílias em diferentes lotes, permitindo que elas retomem a vida cotidiana. Somente no pagamento referente ao mês de fevereiro, liberado em março, 1.951 famílias receberam juntas cerca de R$ 1,9 milhão.

Já os repasses do programa Reconstrução totalizaram R$ 19,2 milhões, com a distribuição de 654 cartões para as pessoas afetadas pagarem os materiais ou profissionais responsáveis pelas obras nas residências. Somente em março houve a distribuição de mais 143 cartões, representando R$ 3,2 milhões para aquisição de materiais e R$ 812 mil para contratação de mão de obra.

Os repasses variam de R$ 20 mil a R$ 50 mil, conforme o grau de destruição identificado em laudos técnicos elaborados por engenheiros voluntários do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) e da Defesa Civil. Nos casos de destruição total da moradia, o auxílio chega a R$ 50 mil, sendo R$ 40 mil destinados à compra de materiais de construção por meio do Cartão Reconstrução. E R$ 10 mil para contratação de mão de obra, pagos por meio de voucher de serviços. Para residências com destruição parcial grave o valor é de até R$ 35 mil, enquanto danos leves dão direito a até R$ 20 mil.

HABITAÇÃO E INFRAESTRUTURA

A Cohapar investe R$ 6,8 milhões em 50 casas pré-fabricadas. Uma já foi entregue, 19 estão em fase final e outras 30 iniciarão em breve. Um novo convênio de R$ 6,5 milhões prevê mais 50 unidades. Mais de R$ 71 milhões em investimentos estão em análise para pavimentação rural e reconstrução de prédios públicos (APAE, ginásio, barracões industriais e centro de assistência social).

A Fomento Paraná destinou R$ 18,3 milhões para recuperar 214 empreendimentos. Foram 144 operações de microcrédito e 70 para pequenas e médias empresas. O valor total alocado para a cidade é de R$ 20 milhões.

O Colégio Estadual Ludovica Safraider passa por reformas com conclusão prevista para julho de 2026. Os 400 alunos foram remanejados para uma estrutura provisória com suporte de 15 ônibus emprestados. Detentos do projeto “Mãos Amigas” auxiliaram na reconstrução de telhados e limpeza de prédios públicos e igrejas.

Na Saúde, 55% das unidades de saúde acabaram danificadas. O Pronto Atendimento Municipal (PAM) está com 87,8% das obras concluídas. O Estado enviou mais de 640 mil itens de assistência e medicamentos. A Defesa Civil e os Bombeiros gerenciaram a entrega de 450 toneladas de alimentos, 80 mil telhas, kits de higiene, colchões e materiais de construção básicos (tijolos e areia).

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Gilson Boschiero

Jornalista

Possui graduação em Jornalismo, pela Universidade Metodista de Piracicaba (1996). Mestre em Geografia pela Unicentro/PR. Tem experiência de 28 anos na área de Comunicação, com ênfase em telejornalismo e edição. Foi repórter, editor e apresentador de telejornais da TV Cultura, CNT, TV Gazeta/SP, SBT/SP, BandNews, Rede Amazônica, TV Diário, TV Vanguarda e RPC. De 2015 a 2018 foi professor colaborador do Departamento de Comunicação Social da Unicentro - Universidade do Centro-Oeste do Paraná. Em fevereiro de 2019, passou a ser o editor chefe do Portal RSN. @gilson_boschiero

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