Rogério Kuhn de Irati critica ‘regalias’ e ‘benefícios’ concedidos a vereadores

Vereador fala sobre salário, férias, telefone com créditos, diárias, devolução de cheque e outros benefícios concedidos por Câmaras a parlamentares

(Vereador Rogério Khun, de Irati (Foto: Reprodução/Facebook)

Salários, férias, telefone celular com crédito mensal de R$ 100. De acordo com o vereador Rogério Luis Kuhn (PV) de Irati, estas são algumas das ‘regalias’ que os vereadores recebem com o dinheiro público. “São regalias e benefícios desnecessários”.

De acordo com o vereador, no começo da legislatura, cada um dos 10 vereadores recebeu celulares e com direito a gastar R$ 100 por mês. “Cada vereador recebe R$ 5,7 mil brut10os por mês”.

Não entendo o porquê. Todos os deputados, secretários, possuem whatsApp e falam por esse aplicativo. Eu devolvi o que recebi.

Porém, Rogério também falou sobre notebooks cedidos a cada vereador de Irati. “Por que? Eu cedi o que recebi à prefeitura para que seja usado por alguma secretaria que não tenha”.

Entretanto, outro tema polêmico citado pelo vereador se refere ao pagamento de diárias. Conforme Rogério, a Câmara de Irati gasta anualmente cerca de R$ 80 mil. O valor é para custeio de cursos em outras cidades.

“Todas as semanas, as várias entidades que fazem esses cursos, mandam convites. Vereadores, funcionários se inscrevem e ganham diárias para três dias. Mas só um dia é produtivo. O primeiro é para inscrição e o último é para pegar o certificado”.

Rogério observa que entidades nacionais oferecem cursos de graça. “É só pedir que eles vêm até a cidade”. Todavia, a indignação do vereador não para por aí. Ele questiona qual é o sentido das férias de julho.

Aliás, não gostam que se fala em férias, mas em recesso. Nem em salário: é subsídio. Mas moramos aqui. Tudo é muito perto. Se dizem que continuam trabalhando, por que não podem vir na Câmara? Querem viajar? Peçam licença e deixem descontar os dias faltosos.

Assim, com uma visão diferenciada sobre a ‘profissão’ vereador, Rogério critica ainda o orçamento impositivo e a devolução das sobras à prefeitura.

“Tem uma associação que faz a cabeça dos vereadores sobre a lei do orçamento impositivo. Chegam e exigem do prefeito, além do que é repassado por lei, maior repasse de 2% do orçamento para fazer o que quiserem”. De acordo com o vereador, pode ser a construção de uma quadra para colocar o nome do pai, do sogro, do avô. “Isso é vergonhoso. Aqui em Irati isso ainda não existe, mas já há conversas de que podem solicitar”.

Conforme Rogério, o orçamento anual da Câmara é de R$ 4,5 milhões. Porém, segundo Rogério, são gastos R$ 2 milhões e os outros R$ 2,5 milhões são ‘devolvidos’ ao município.

Fazem um cheque enorme, tiram foto com o prefeito e saem dizendo que compraram alguma coisa. A Câmara não pode comprar nada.

Rogério lembra que em Guarapuava, a Câmara devolveu R$ 5 milhões. “Neste ano quero participar em Irati da elaboração do orçamento”. Outro “absurdo” citado pelo vereador do PV, são as salas individualizadas para atendimento ao público. “Isso é um absurdo. Por que não uma única sala para todos?”

Assim, a indignação do vereador iratiense passa também pela possibilidade de aumentar o número de vereadores de 10 para 13 ou 15. E ainda sobre a data do recebimento dos salários que é sempre na última sexta de cada mês.

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