Sem resposta do Governo, indígenas bloqueiam rodovias em Candói, Mangueirinha e Chopinzinho

Em Turvo, prefeito diz que se não houver repasse financeiro do Governo Federal, município não terá como bancar mais essa despesa

Bloqueio na BR-373 (Foto: Reprodução do Portal RBJ/Evandro Artuzi)

Sem uma resposta sobre as demandas apresentadas ao Ministério da Saúde, em especial, contra a municipalização da saúde indígena, lideranças bloquearam a BR-373, entre os municípios de Chopinzinho, Mangueirinha e Coronel Vivida. Essa região compreende as reservas das etnias caigangue e guarani.

De acordo com Geovane dos Santos, da aldeia de Reserva, no município de Turvo, o bloqueio começou às 6h desta quarta feira (27), com a interrupção no entroncamento da BR-373 com a PR-281, na entrada para Mangueirinha, e outro no acesso à aldeia Palmeirinha do Iguaçu, no sentido ao município de Candói.

Segundo Geovane, esses pontos serão liberados somente no início da noite. Porém, a cada 30 minutos, a passagem de veículos está sendo permitida.

“Vamos continuar mobilizados até o Governo [federal] atender a nossa reivindicação”. Os indígenas pedem o pagamento de equipes de saúde que atuam nas aldeias e que estão sem receber há dois meses. Mas o principal pedido é que a saúde indígena não seja municipalizada. Sob a responsabilidade da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), hoje esse setor possui recurso e equipe específicos.

Os protestos contra as medidas propostas pelo Governo Federal começaram na segunda feira (25), com o bloqueio da BR-163 e da ponte Ayrton Sena, em Guaíra, seguindo com reunião e protestos em Curitiba. De acordo com Geovane, a reunião com o Ministério da Saúde em Curitiba não teve resultado. “Não foi boa. Não sabemos o que vai acontecer”, disse ao Portal RSN.

De acordo com o prefeito de Turvo, Jerônimo Gadens Rosário, o município não tem condições de assumir mais essa despesa, a não ser que haja o repasse de recursos para pagamento da equipe e do atendimento aos indígenas. O município de Turvo abriga aldeias caigangue e guarani, com um total de 750 pessoas.

 

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