Serginho tem alta do hospital e se recupera em Guarapuava

Tratamento será longo. Até agosto ele não poderá sair de casa, nem receber visitas

Serginho e Drª Giselle no dia da alta de Curitiba para Guarapuava (Foto: Arquivo Familiar)

O guarapuavano Sérgio Oiler Horst Júnior, de 11 anos, o Serginho, que passou por um transplante de medula óssea para tratar um tipo raro de leucemia que enfrenta desde outubro do ano passado, já está em casa. Na verdade, Serginho chegou na Sexta Feira Santa, mas a mãe dele, Daiane de Paula Camargo, só divulgou neste sábado (15), o retorno para Guarapuava.

Foi a Sexta Feira Santa mais linda e de vitórias para mim como mãe. O meu pequeno guerreiro Serginho ganhou alta uns dias adiantados, devido avaliação psicológica. A médica responsável pediu uma bateria de exames pós-transplante, e graças a Jesus Cristo e a Nossa Senhora Aparecida meu filho estava e está super bem. Foi muito importante chegar em nossa casa, em nossa linda Guarapuava e nos abraçarmos emocionados. Eu, minha mãe – que foi nossa grande companheira o tempo todo -, a Gabriela, que doou a medula para o irmão e o Serginho. Choramos de alegria pela vitória do Milagre de Jesus Cristo nas vidas de meus filhos.

De acordo com Daiane, Serginho está bem, mas não poderá sair de casa nem receber visitas por seis meses aproximadamente, ou seja, até agosto. Só depois que receber alta é que vai começar a fazer toda a vacinação.

Serginho com a mãe e a avó em Guarapuava (Foto: Arquivo Familiar)

É um grande milagre a cura do meu filho Serginho, estou aqui emocionada. As lágrimas vão caindo ao lembrar de tudo. Serginho teve algumas complicações pós transplante, ficou três dias no oxigênio e após o segundo dia e noite com problemas respiratórios, as médicas foram sinceras em dizer que poderia acontecer algo que não consigo nem imaginar.

Serginho faz consultas e exames mensais em Curitiba. A cada 60 dias são feitos exames de medula e liquor. Segundo a mãe, o filho faz acompanhamento psicológico.

“Agradeço à Deus que as convulsões estão sendo controladas com medicamentos e acompanhamento do psicólogo e Padre Claudemir, do Santuário Nossa Senhora Aparecida, e do Bruno em Curitiba”.

Serginho e a mãe Daiane em viagem a Curitiba (Foto: Arquivo Familiar)

O tratamento ainda é longo. Como informou Daiane ao Portal RSN, nos próximos dois anos, Serginho não poderá tomar sol. “Quando ele receber alta em Agosto, poderá sair de casa depois que o sol se por, com blusa de manga longa com proteção dos raios solares, com protetor solar e boné”.

Mesmo em casa, Serginho continua tomando quimioterapia todas as noites, já que teve dois tipos graves de leucemia, informou a mãe, que afirmou que o filho está ansioso para retomar a vida normal de um garoto da idade dele.

Serginho em tratamento em Curitiba (Foto: Arquivo/RSN)

“Ele está muito ansioso para voltar a jogar futebol, que é o sonho dele ser jogador. Quer voltar a jogar com o Toninho Paraná, e com restrições voltará ao Colégio Adventista em 2020, se Deus quiser”.

Por fim, Daiane agradeceu Guarapuava, Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo, o Brasil inteiro que torceu pelo filho, “e a todo o pessoal querido da Rede Sul de Notícias quero deixar minha gratidão eterna por tudo que nos ajudaram nesse período tão difícil e doloroso que passamos”.

Serginho e a irmã Gabriela fazem aniversário em julho, mas as datas serão comemoradas depois.

Irmã Gabi fez doação de medula em janeiro de 2019 (Foto: Arquivo/RSN)

Assim que a médica der alta, eu quero primeiramente fazer a festa de Vitória do Milagre de Jesus Cristo e Nossa Senhora Aparecida, da cura de meu filho indo à casa de Deus agradecer e dar o testemunho desse milagre. Após isso, vamos fazer uma festa de vitória. E todos os que estiveram conosco nessa luta, estarão convidados.

TRATAMENTO

O Portal RSN acompanha desde 2018, todos os passos do tratamento de Serginho que fez o transplante de medula óssea no dia 25 de janeiro, com material doado pela irmã Gabriela de 13 anos. Foi um longo período de recuperação no hospital Pequeno Príncipe em Curitiba.

(Foto: Reprodução/Facebook)

O procedimento foi necessário porque o organismo do guarapuavano não estava respondendo ao tratamento com quimioterapia. Inicialmente existia a possibilidade de Serginho receber o transplante de uma criança do exterior, que possuía 100% de compatibilidade. Mas segundo a mãe, pela urgência do caso, a família optou que a doadora fosse a irmã de Serginho. O tratamento de Serginho comove a comunidade de Guarapuava desde outubro do ano passado.

Alguns medicamentos e produtos que Serginho usará no tratamento domiciliar em Guarapuava (Foto: Arquivo Familiar)

Mesmo em casa de cordo com a mãe Daiane, Serginho usa diariamente uma série de medicamentos, como Aciclovir que vai tomar por dois anos, Dasatinibe (quimioterapia), Amato para convulsões, Losec para proteger o estômago, Nausedron e o Nutridrink, que é um suplemento usado nas viagens.

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