22/08/2023
Em Alta Irati Segurança

Servidor federal é preso por suspeita de disseminar ideologia nazista

Ele já havia sido condenado por crime semelhante em 2024. O IFPR, campus de Irati, anunciou afastamento e abertura de processo administrativo

Phetronio Paulo de Medeiros (Foto: Redes/Sociais)

A prisão preventiva de um servidor público federal às vésperas do Réveillon reacende o debate sobre a presença de discursos extremistas no ambiente digital e a responsabilidade institucional de agentes do Estado. A Polícia Civil prendeu preventivamente Phetronio Paulo de Medeiros, técnico em contabilidade lotado no Instituto Federal do Paraná (IFPR), campus de Irati. Pesa sobre ele a suspeita de disseminar ideologia nazista, promover ameaças coletivas e utilizar símbolos associados ao regime alemão em redes sociais.

De acordo com o delegado Rafael Rybandt, responsável pela investigação, o servidor mantinha múltiplos perfis virtuais utilizados para a publicação recorrente de conteúdos de exaltação ao nazismo. Isso incluia simbologia proibida por lei e mensagens interpretadas como ameaças de violência em massa. As postagens, conforme a apuração policial, apresentavam um padrão de intensificação em períodos de grande circulação de pessoas, como Natal e Ano Novo.

A prisão ocorreu na tarde de quarta (31), no Centro de Curitiba, onde o investigado estava hospedado temporariamente para o feriado. A operação, conforme a Polícia, contou com o apoio do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), diante da avaliação de risco associada ao teor das publicações.

HISTÓRICO

A defesa de Phetronio informou que ainda não teve acesso completo aos autos e que se manifestará oportunamente. Já o Instituto Federal do Paraná divulgou nota oficial comunicando o afastamento imediato do servidor. E também a abertura de um processo administrativo disciplinar para apuração dos fatos.

O histórico do investigado também pesou na decisão judicial. De acordo com a Polícia, em 2024, ele já havia sido condenado por crime semelhante. Ele atuava na Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul. À época ele já fazia publicações de cunho nazista nas redes sociais.

Para a Polícia Civil, o caso evidencia a necessidade de respostas rápidas diante de manifestações extremistas, sobretudo quando envolvem agentes públicos vinculados a instituições de ensino. A corporação reforçou que o combate a crimes de ódio e intolerância é prioridade. E pediu o apoio da população por meio de denúncias anônimas. (*Com informações do G1)

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Cristina Esteche

Jornalista

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