Setor cultural pede socorro para não perder recurso emergencial

Burocracia impede que mais R$ 1 milhão chegue às mãos do setor. Se recurso não for utilizado em 20 dias retornará ao governo

Setor cultural pede socorro para não perder recurso emergencial (Foto: arquivo/RSN)

Várias vertentes culturais de Guarapuava estão mobilizadas para que setor não perca R$ 1 milhão 267 mil. Conforme a categoria, esse recurso faz parte do repasse previsto pela ‘Lei Aldir Blanc’ ao setor cultural.

Conforme o texto, o pagamento emergencial prevê três parcelas de R$ 600 mensais para os trabalhadores da área cultural. Além de subsídio para manutenção de espaços artísticos e culturais. Assim como de microempresas e pequenas empresas culturais.E ainda cooperativas e organizações comunitárias.

Entretanto, os valores do auxílio sem utilização retornam à União. Conforme o setor, é justamente aí que ‘reside ‘a preocupação em Guarapuava. “Faltam apenas 20 dias para expirar esse prazo. Estamos prestes a perder e devolver o recurso ao Governo Federal”, disse o suplente do Conselho Municipal de Cultura, André Prado ao Portal RSN. André representa o segmento música, produtor áudio e vídeo Studio Soul. Esse setor, a exemplo dos demais, sofre prejuízos com os efeitos da pandemia da covid-19.

André Prado (Foto: arquivo/RSN)

BUROCRACIA

A burocracia prevista pelo Programa Emergencial Corrente Cultural Guarapuava exclui está a maioria do setor no município. “Das pessoas inscritas, 90% tiverem pedidos indeferidos. Mas ninguém explica o porquê”. O músico e produtor cita o exemplo de um baterista. Conforme André Prado, justificativa para a recusa da proposta está no vídeo anexado na documentação e que não teria aberto. Assim, a comissão que avalia e julga os pedidos recusou o projeto.

Entretanto, para rever essa condição, o setor elaborou uma carta aberta enviada ao prefeito Cesar Silvestri Filho, à secretária de Educação e Cultura, Doraci Luy.  “Redigimos esta carta com o objetivo de sensibilizar as autoridades competentes para as demandas do setor cultural”.

Todavia, além da implementação da lei,  o setor pede a desburocratização e adequação dos editais. “Queremos que o recurso chegue efetivamente às mãos do maior numero possível de integrantes da classe artística guarapuavana e que esse recurso permaneça em Guarapuava”.

REUNIÃO

Conforme André Prado está agendada uma reunião nesta segunda (30). Assim conselheiros de cultura deverão pedir a flexibilização da lei para que Guarapuava não perca o recurso. O encontro será com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura.

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