Guarapuavanos podem pagar mais caro na tarifa do transporte coletivo

Frente ao possível aumento, Pérola do Oeste divulgou como funciona a composição da tarifa no município

(Foto: Matheus Buongermino/RSN)

A Pérola do Oeste, empresa responsável pelo transporte coletivo de Guarapuava, divulgou nesta semana que encaminhará à Prefeitura de Guarapuava, ainda neste mês, estudos em planilhas para pedir o reajuste da tarifa. Por lei, esta mudança pode ocorrer anualmente e é justificada pela empresa frente ao aumento dos custos para manter o serviço no município. Atualmente, a tarifa cobrada é de R$ 3,10.

De acordo com informações da Pérola, um dos itens que mais impacta na composição do valor pago pelo passageiro é o combustível. Em anos que a variação do preço desse item é mais significativa, o aumento da tarifa também é proporcional. Outras influências neste valor dizem respeito a mão de obra de veículos, garagem, sistemas operacionais, folha de pagamento, estações, terminais, impostos, seguros e outras despesas administrativas. Também impactam na tarifa produtos como lubrificantes, pneus e peças para os ônibus.

Segundo Thiago Gulin, gerente administrativo da Pérola do Oeste, de todos os itens, o que mais interfere na tarifa é a despesa com o salário dos colaboradores e a compra de óleo diesel.

Juntos, numa média nacional, eles representam mais de 85% na nossa empresa dos custos totais do serviço.

Ainda de acordo com a Pérola, grande parte da variação desse custo também não está sob o controle do poder concedente e nem da empresa que presta o serviço, como é o caso do combustível, que tem preço fixado pelo Governo.

“Estamos constantemente atentos e em ampla discussão para que a nossa população tenha acesso a um transporte coletivo eficiente e pague por um preço justo por isso”, afirma o prefeito Cesar Silvestri Filho.

A Pérola ainda não divulgou qual valor pedirá nas novas tarifas nem a partir de quando elas devem vigorar.

GRATUIDADES

Em Guarapuava, as gratuidades somam 19% das pessoas transportadas, um valor considerado alto em relação à média nacional, segundo a Pérola. Hoje, pessoas da terceira idade ou com deficiência não pagam o transporte. Também possuem benefícios os estudantes que possuem Educard, que pagam 50% do valor normal da passagem.

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