A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) entrou de vez no propósito de criar políticas públicas para a inclusão de pessoas com espectros autistas. Nesta segunda (3), uma audiência pública na Alep mostrou que houve um aumento nos casos de autismo nos últimos anos.
Conforme a psicóloga Maria Helena Jansen, que é mãe autista palestrou na audiência, há um caso a cada seis crianças. O encontro proposto pela deputada Flavia Francischini (União) reuniu especialistas, representantes de entidades e pais. Vários deputados participaram.
O presidente do Legislativo, deputado Ademar Traiano (PSD) destacou a iniciativa da deputada Flávia. “A questão autismo é um tema recorrente. E este olhar tem que transcender sobre qualquer outra iniciativa. Seja de interesse pessoal ou no campo político”. Traiano defendeu a ideia da elaboração de projeto de lei coletivo. Isso para que o tema se transforme em política pública do estado. Conforme o presidente, a proposta é compilar ideias e fazer um projeto único.
“Hoje tem aqui representantes do Poder Legislativo, do Poder Executivo e do Poder Judiciário. A sociedade civil, todo mundo junto por uma causa que antes era tão desconhecida. Mas que hoje está cada vez mais sendo mostrada”. Conforme a deputada, qualquer um pode ter um filho. Então, é a necessidade que a sociedade aprenda, que quer incluir sim. Isso é importante”.
O secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Santin Roveda, enfatizou que “uma pauta tão importante, que é o espectro autista, tem que estar na pauta do legislativo. Convidada para palestrar, a psicóloga Maria Helena Jansen, disse que houve um aumento na incidência de casos de autismo nos últimos anos. “Há um caso a cada às seis crianças”.
Conforme dados da Organização Mundial da Saúde há 70 milhões de pessoas com autismo em todo o mundo. Destes, dois milhões no Brasil. Sendo que uma em cada 88 crianças apresentam sinais do transtorno. Em 2019, ano anterior a pandemia, números mostram que no Paraná existem mais de 100 mil crianças autistas. O equivalente a cerca de 0,96% da população.
COMO IDENTIFICAR
- Dificuldade em manter contato visual;
- Movimentos repetitivos;
- Sensibilidade a alguns sons;
- Dificuldade de socialização;
- Alteração nas funções motoras;
- Demora ou incapacidade de desenvolver a fala;
- Problemas com autonomia;
- Preferência por determinadas comidas;
- Dificuldade de concentração e com a mudança de rotina.