Unicentro é a 18ª do Brasil no ranking nacional de inovação

Entre as universidades públicas e privadas no Paraná, a Unicentro é a 3ª no ranking nacional de inovação, conforme pesquisa do Ranking Universitário da FSP

(Foto: Arquivo/RSN)

A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) é a 18ª instituição no ranking nacional de inovação. Porém, entre as universidades públicas e privadas no Paraná, a Unicentro é a 3ª no ranking nacional de inovação. A avaliação é do Ranking Universitário da Folha de São Paulo (RUF), divulgado nessa segunda (7).

De acordo com a pesquisa, foram avaliadas 196 universidades brasileiras, públicas e privadas de acordo com indicadores de inovação, pesquisa, internacionalização, ensino e mercado. A Unicentro e a Sanepar fizeram, em 2018, um pedido de patente para a produção de etanol de terceira geração.

A matéria-prima foram algas de lagoa anaeróbia para o tratamento de esgoto. De acordo com a advogada e diretora de propriedade intelectual da Agência de Inovação Tecnológica da Unicentro, Cláudia Crisostimo, é primeira vez que uma pesquisa utiliza algas diretamente das lagoas de tratamento de esgoto para a produção de etanol.

( Foto: Jaelson Lucas/ANPr)

Conforme e diretora, o pedido de patente surgiu da pesquisa da bióloga da Sanepar Márcia Mendes Costa Guareski na dissertação de mestrado do curso de pós-graduação em Bioenergia na Unicentro. “O ranking é resultado de um esforço conjunto da universidade em parceria com empresas estatais e privadas, visando a criação de produtos inovadores para o Estado”.

Conforme Aldo Bona, superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, assim como a universidade estadual de Londrina (UEL), Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG), Oeste do Paraná (Unioeste), a Unicentro também está entre as 60 instituições que possuem mais patentes solicitadas e artigos em colaboração com o setor produtivo.

As universidades estaduais, por meio dos núcleos e agências de inovação, têm buscado cada vez mais gerar pesquisas e patentes que contribuam para a melhoria da qualidade de vida dos paranaenses. Isso só é possível graças ao trabalho de toda a comunidade universitária.

O Paraná possui seis agências e núcleos ligados às universidades estaduais e que fazem parte da Rede dos Núcleos de Inovação Tecnológica do Paraná (Nitpar). Ao todo, já foram obtidos 39 patentes e 52 registros de marcas.

(Foto: Jaelson Lucas/ANPr)

ENERGIA SUSTENTÁVEL

A Unioeste aparece como a 32ª universidade mais inovadora do Brasil e a 5ª no Paraná. O primeiro Laboratório de Energia Solar Fotovoltaica em forma de estacionamento, inaugurado em setembro, é um dos exemplos de ação inovadora da universidade. O projeto resulta de uma parceria com a empresa fornecedora de Painéis Fotovoltaicos Biowatts de Cascavel.

O laboratório terá a capacidade de gerar 2.900Kwh, que corresponde a uma economia de R$ 2.320 por mês na conta de energia da universidade. De acordo com o coordenador geral do Núcleo de Inovações Tecnológicas da Unioeste Selmo José Bonatto, busca-se unir várias áreas de conhecimento da universidade.

“O objetivo é gerar energia elétrica a partir dos painéis fotovoltaicos unindo ensino, pesquisa, extensão, capacitação, inovação e empreendedorismo. Além disso, criar ambientes de convivência e outros espaços que possam servir a comunidade”.

PRODUTOS ALIMENTÍCIOS

A Agência de Inovação da UEL conquistou a quinta patente este ano. Trata-se de um analisador de parboilização de arroz com imageamento digital. A invenção pretende produzir um modelo de equipamento para produção de imagens digitais de grãos de arroz parboilizados, quando iluminados por luz polarizada.

O equipamento é útil para empresas de comercialização de arroz e laboratórios de avaliação de produtos alimentícios. A aprovação do pedido de patente contribuiu para classificar a UEL entre as 38 universidades mais inovadoras do Brasil. E além disso, ficar entre as seis mais bem colocadas do Paraná, conforme o ranking da Folha de São Paulo.

(Foto: Jaelson Lucas/ANPr)

PREENCHIMENTO ÓSSEO

Na 44ª colocação do ranking nacional e em 7ª no Estado, a UEPG recebeu em abril deste ano, a patente de um biomaterial. A finalidade é reparar ou substituir tecidos, órgãos ou funções do organismo. Assim, o biomaterial desenvolvido tem aplicação como material de preenchimento ósseo.

A pesquisa foi criada pelo grupo de Materiais Funcionais e Estruturais, que desenvolve projetos de pesquisa e extensão voltados para inovação tecnológica e tecnologias com relevância socioambiental.

TRATAMENTO DE QUEIMADURAS

Uma das patentes concedidas para a UEM em 2019 foi um biocurativo com propriedades terapêuticas diferenciadas para o tratamento de queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus. Pela flexibilidade no tamanho pode também ser aplicado em superfícies com feridas de diversos tamanhos.

Entretanto, o produto apresenta maior funcionalidade e desempenho que os remédios convencionais. A UEM ficou classificada entre as 60 universidades mais inovadoras do Brasil e é a 9ª no Paraná.

Leia outras notícias no Portal RSN.

Relacionadas

PREVENÇÃO

Mutirão de combate a dengue recolhe 175 toneladas de lixo em Candói

AMOR!

Inscrições para Família Acolhedora seguem até 27 de fevereiro em Guarapuava

AJUDA!

Macarronada deve arrecadar fundos para tratamento de Ana Julia

Comentários