Unicentro paralisa nesta segunda (29), afirma Adunicentro

Professores relembram Massacre do Centro Cívico e debatem data-base e Reforma da Previdência

(Imagem: Divulgação/Adunicentro)

O sindicato dos docentes da Unicentro – Adunicentro, informou que nesta segunda (29), a Unicentro vai paralisar. A data marca os quatro anos do massacre do Centro Cívico ocorrido em Curitiba contra professores e estudantes, os três anos sem reposição salarial do funcionalismo público estadual, e a reforma da previdência.

A reportagem no site da instituição sindical afirma que além de viagem à Curitiba para a paralisação estadual da categoria no dia 29 de abril, estão previstas atividades nos campi. As atividades de paralisação serão no auditório Francisco Contini – Campus Santa Cruz, às 8h da manhã e também às 19h30, com apresentações e debates de professores e estudantes, sobre as três pautas da paralisação.

Em Chopinzinho, as atividades de paralisação serão no auditório do Campus, às 19h30. Em Laranjeiras do Sul, os debates ocorrem no mesmo horário, na sala de eventos do campus. Já em Pitanga, as apresentações serão também às 19h30 no saguão do campus.

Em Prudentópolis será exibido documentário sobre 29/4/2015 às 19h30 e depois debate. E em Irati, a exibição do mesmo documentário será no auditório Denise Stoklos às 9h. No mesmo horário, mas no auditório PDE, haverá atendimento jurídico aos filiados(as) da ADUNICENTRO.

No período da tarde, às 14h também no auditório PDE, haverá palestra sobre Reforma da Previdência e impactos na vida dos trabalhadores. Dados da precarização salarial e de previdência, seguidos de debates.

E às 19h30, no auditório Denise Stoklos, nova exibição do documentário sobre 29/4/2015, testemunhos e análise de conjuntura, seguidos de debate.

(Foto: Reprodução/APP Sindicato)

APP SINDICATO

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná também se mobilizou para lembrar do 29 de abril de 2015, pela data-base e contra retrocessos na edução pública. De acordo com o sindicato, não haverá aula nesta segunda (29).

Segundo reportagem publicada no site do sindicato, o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Leão, afirma que o governado Ratinho Júnior estaria planejando “um pacotaço de maldades para retirada de direitos, como prova para contratação de PSS, o fim das licenças especiais e alterações no processo de eleição de diretores(as)”.

“Não aceitamos retrocesso. Dia 29 de abril faremos paralisação estadual em Curitiba para cobrar do governo as pautas da nossa Campanha Salarial, inclusive o pagamento da data-base”, disse Hermes. Ele destacou que os(as) educadores(as) paranaenses esperam do governo o cumprimento da lei, respeito e valorização.

Segundo o presidente da APP-Sindicato, o secretário da Educação, Renato Feder, falou em uma entrevista que pretende incluir no processo de contratação dos PSS uma prova classificatória. “A melhor prova que a governo pode produzir para PSS é um concurso público que valorize a nossa carreira e profissionalize esses trabalhadores tão precarizados”, reagiu Hermes.

Outra preocupação que circula na comunidade escolar trata de uma possível alteração no processo de eleição dos(as) diretores(as) e o pagamento de um bônus conforme o número de estudantes. O presidente do Sindicato destaca que é importante respeitar a autonomia das comunidades na escolha dos diretores e que a ideia do bônus é ruim, pois pode criar uma competição entre as escolas.

O terceiro item é a ameaça do governo enviar aos(às) deputados(às) projetos de lei para acabar com licenças especiais e quinquênio. “Precisamos de garantia de direitos e avanços da nossa pauta de reivindicações, ao invés de retrocessos”, afirmou Hermes. Ele acrescentou que os(as) professores(as) e funcionários(as) de escola não aceitarão propostas que reduzem conquistas da categoria e prejudicam a qualidade da escola pública.

Hermes finalizou reforçando a convocação para a paralisação estadual no dia 29 de abril. A data, que marca os quatro anos do massacre do Centro Cívico, vai reunir os(as) trabalhadores(as) em Curitiba para exigir do governador Ratinho Júnior o pagamento da reposição da inflação e os demais itens da campanha salarial, composta por mais de 20 reivindicações. “O período exige a nossa mobilização, o nosso debate no local de trabalho e, sobretudo, afirmar ao governo que não aceitamos retrocesso”.

(*Com informações da Adunicentro e APP Sindicato)

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