Venda de pinhão está liberada a partir de amanhã (1)

Proibição antes de 1º de abril é para garantir o consumo sustentável e proteger a reprodução, já que semente demora quatro anos para maturar

Venda de pinhão está liberada a partir de amanhã (1) (Foto: Reprodução/Pixabay)

O Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, libera a partir dessa quarta (1) a colheita, venda, transporte e armazenamento do pinhão. A recomendação é que a semente seja colhida de pinhas que já caíram, sinal mais garantido de sua maturação.

Além disso, evita que a pessoa corra o risco de queda ao subir numa araucária. Conforme o gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, Alvaro Cesar de Góes, as normas e instruções são estabelecidas na Portaria IAP nº 046/2015 e tem como objetivo conciliar a geração de renda e proteger a reprodução da araucária, árvore símbolo do Paraná e ameaçada de extinção.

“Quando o pinhão cai ao chão é uma oportunidade para animais, como a cutia, ajudarem a semear em outros lugares, garantindo a reprodução da araucária”.

A semente da araucária se forma dentro de uma pinha fechada, que com o tempo vai abrindo até liberar o pinhão. O processo precisa de quatro anos para completar o seu amadurecimento. As pinhas maduras desprendem dos galhos geralmente entre os meses de abril a agosto e quando arrebentam esparramam as sementes no chão.

“Além de servir de alimento para a fauna local, o hábito de comer pinhão foi herdado de algumas tribos indígenas, sendo agora produto tradicional nas festas juninas e também utilizadas em várias receitas”.

PROIBIDO

Mesmo sendo colhido na data permitida, é proibido o consumo e venda do pinhão verde. As pinhas imaturas apresentam casca esbranquiçada e alto teor de umidade. Se consumido, pode muitas vezes prejudicar a saúde, podendo causar problemas como a má digestão, náuseas e até episódios de constipação intestinal.

Conforme o IAT, isso acontece porque neste estado a semente apresenta um alto teor de umidade, o que favorece a presença de fungos, podendo o alimento se tornar até tóxico para o consumo humano.

MULTA

De acordo com as normas ambientais, a pessoa que for flagrada na venda, transporte ou no armazenamento do pinhão antes de 1º de abril está sujeita a responder a processos administrativo e criminal. Além disso, recebe auto de infração ambiental e multa de R$ 300 para cada 60 quilos de pinhão.

DENÚNCIAS

A venda de pinhões trazidos de outros Estados também não é permitida, sendo obrigatório respeitar as normas locais. Por fim, denúncias sobre a venda irregular de pinhão e demais infrações ambientais, podem ser feitas no link Fale Conosco, no site do órgão, pelo telefone do IAT Curitiba: (41) 3213-3700 ou regionais do IAT e Polícia Ambiental.

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