Médica guarapuavana compõe missão que vai a Moçambique

Julyanna Hyczy Kaminski embarca no dia 27 de setembro para ajudar crianças africanas

(Foto: Caio Budel/RSN)

A vontade de servir ao próximo despertou ainda na adolescência. Hoje, após se tornar médica anestesiologista, a guarapuavana Julyanna Hyczy Kaminski, viverá uma experiência única. No próximo dia 27 de setembro, ela se juntará a outros médicos e dentistas para uma missão na África, onde permanecerá por 12 dias na região de Dondo, uma cidade da província de Sofala, há mil quilômetros da capital de Moçambique, Maputo. A cidade, com 61 mil habitantes, é afetada pelo HIV, onde 50% das crianças perderam seus pais para a doença.

Província Sofala (Foto/Reprodução: Ariadne Van Zandbergen/iStock)

Morando em Guarapuava, mas trabalhando em Prudentópolis, desde cedo a insatisfação pelas desigualdades sociais despertaram em Julyanna a solidariedade, a vontade de fazer algo pelo próximo.

Há tempos , eu e meu marido, participamos de projetos sociais com doações financeiras, mas eu queria mais e comecei a pesquisas algumas ONGS e descobri a Missão África, sediada em Uberlândia, em Minas Gerais.

De acordo com Julyanna, a ONG brasileira investe em educação e na recuperação de crianças desnutridas. Desde 2013, já foram construídas quatros escolinhas comunitárias que atendem crianças de quatro e cinco anos, com educação pré-escolar e alimentação. São mais de 350 crianças assistidas pela ONG e mantidas por padrinhos do projeto.

“Quando descobri a ONG, me tornei madrinha do projeto, adotando uma criança, com R$ 25 por mês. Você pode escolher entre a educação ou a suplementação alimentar para salvá-las da desnutrição e acabei me inscrevendo para a missão e fui selecionada. Chorei muito ao receber a notícia que tinha sido escolhida e não vejo a hora de viver essa experiência, de ajudar as pessoas”.

EXPECTATIVA

Segundo a médica, a expectativa de pisar no solo do continente africano e conhecer as belezas naturais e, principalmente, as mazelas que geram a miséria, é “sair da zona de conforto para ajudar as pessoas que precisam muito da gente, que vivem numa miséria extrema. Vejo que somos pessoas privilegiadas e quero retribuir ajudando o próximo”.

De acordo com Julyanna, as despesas são custeadas por cada profissional que integra a missão. cada um é responsável por levar a medicação que irá utilizar.

Embora seja a médica guarapuavana que irá embarcar, ela leva na bagagem a solidariedade muitas pessoas que contribuíram fazendo doações que serão levadas a Moçambique.

“Quero expressar o meu agradecimento e minha gratidão a todos os que contribuíram para que essa responsabilidade social seja materializada”.

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