"Cegonhas" acerta em humor para crianças e adultos

Jonas Laskouski com crítica de Camila Sousa, do Omelete

Guarapuava – Com uma grande oferta de animações nos cinemas todos os anos, os estúdios precisam buscar ideias cada vez mais inovadoras. Cegonhas – A História Que Não Te Contaram (Storks) é um desses casos. Um conceito diferente apresentado com êxito, principalmente no humor. A animação já está em cartaz no Cine XV, em Guarapuava, com sessões dubladas em 3D às 17h, 19h e 21h. Nos sábados e domingos, com sessão também às 15h.

Na trama, as cegonhas costumavam entregar os bebês para as famílias. Um acidente, porém, deixou com uma criança sem ter para onde ir, fazendo com que as aves deixassem o ramo há muito tempo e passassem a entregar produtos comprados online.

Dentro dessa premissa conhecemos Júnior (Andy Samberg no original e Klebber Toledo no Brasil), o melhor entregador da empresa. Ele está pronto para assumir a direção, mas antes precisa lidar com Tulipa (Katie Crown no original e Tess Amorim no Brasil), a criança perdida criada pelas cegonhas, que, depois de causar muitos problemas, precisa ser demitida. Na tentativa de mostrar seu valor, ela cria um bebê não autorizado, que precisa ser entregue para sua família. Para evitar problemas, Júnior parte em uma missão secreta ao lado de Tulipa, transportando a criança para o seu novo lar.

A maior qualidade de Cegonhas é acertar no humor, que serve tanto para crianças, quanto para adultos. Enquanto os pequenos vão rir das situações absurdas mostradas em tela, os adultos verão referências – como o dia a dia de trabalho em uma grande empresa, as dificuldades da paternidade, etc. – que só eles entendem e que também divertem bastante.

Essa atualidade do filme não acontece só nas piadas. A família que espera pelo bebê mostra muito do estilo de vida moderno: os pais trabalham em casa, que acaba se tornando seu escritório e, por conta disso, trabalham demais, deixando o filho mais velho Nando um pouco de lado. Ele, por conta dessa solidão, deseja a presença de um irmãozinho e deixa isso claro para os pais, que ficam receosos, já que o trabalho está em primeiro plano em suas vidas. Uma história relevante e atual que é tratada com muita leveza dentro da trama. O visual também impressiona, principalmente no final, quando um belo trabalho de animação entrega vários planos abertos das cegonhas no céu.

A história é concluída como muitas animações que conhecemos: com muita emoção e alguns clichês. Os personagens, contudo, são tão carismáticos (mérito aqui dos dubladores), que as cenas funcionam, ganham personalidade, e evitam o banal. Cegonhas – A História Que Não Te Contaram apostou em um conceito original e como recompensa abriu caminho para o início de uma nova franquia. Vale o ingresso.

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