Irmãos Cohen homenageiam a era de ouro de Hollywood com a comédia "Ave, César!"

com Marcelo Orozco

Nada dos irmãos Coen – Ethan e Joel, sempre em dupla como diretores e roteiristas em suas obras autorais – é comum. Uns filmes são mais acessíveis ao grande público, outros mais enigmáticos, alguns são mais pirados, mas nenhum repete fórmulas e clichês previsíveis (veja abaixo alguns dos trabalhos deles). Se o último longa-metragem deles foi um pouco sombrio (Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum, de 2013, sobre um fictício cantor folk dos anos 60), desta vez os Coen retornam à comédia com Ave, César!, que tem estreia prevista para 14 de abril, mas deve passar longe dos cinemas em Guarapuava.

Ave, César! é um tributo à Hollywood dos anos 1950, quando os grandes estúdios reinavam. Um grupo de comunistas sequestram o astro Baird Whitlock (George Clooney) durante a produção de um filme sobre o Império Romano. Isso obriga Eddie Mannix (Josh Brolin) a agir, afinal sua função no estúdio é a de resolver pepinos e manter tudo longe da imprensa.

Curiosidade: houve um Eddie Mannix real, que acobertava os escândalos na MGM. Mas o Mannix do filme é mais gente boa que seu similar. Uma piadinha enciclopédica dos Coen num filme sem vergonha de ser retrô.

DOSSIÊ COEN – Os melhores filmes dos irmãos diretores divididos por estilo

CLÁSSICOS CULT

Fargo (1996), uma comédia de erros e reviravoltas inusitadas, foi tão marcante que até virou série de TV recentemente. Deu aos irmãos Coen um Oscar de melhor roteiro original. Rivalizando na preferência dos coenistas está O Grande Lebowski (1988).

 

FILMES TENSOS

Onde os Fracos Não Têm Vez (2008) não é lembrado apenas pelo penteado beatle do psicopata vivido por Javier Barden. É um filme intenso que ganhou três Oscars (melhor filme, direção e roteiro adaptado). Menos celebrado, O Homem que Não Estava Lá (2001), um tributo ao cinema noir dos anos 40, é outra boa obra que não faz graça.

REFILMAGENS

Às vezes, os Coen se exercitam recriando filmes antigos sem fazer meras cópias. Deu certo com o faroeste Bravura Indômita (2010) e com a comédia Matadores de Velhinha (2004).

PIRAÇÕES

Os irmãos adoram exageros meio doidos no visual ou na trama, como em Barton Fink – Delírios de Hollywood (1991), Na Roda da Fortuna (1992), E Aí, Meu Irmão, Cadê Você? (2000) e Queime Depois de Ler (2008).

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