Refugiados são encontrados em trabalho análogo à escravidão, em Guarapuava

Bárbara Franco

Guarapuava – Você já se imaginou passando uma semana sem ter nada para comer, apenas tomando água, sem ter onde dormir ou tomar banho dignamente? É exatamente esta a situação de sete senegaleses que vieram para Guarapuava em busca de trabalho. Tudo isso porque uma empresa de engenharia prometeu emprego, comida e casa para eles, porém, há três meses, os rapazes não estão recebendo nada do que foi combinado.

Eles chegaram em Guarapuava sem conhecer ninguém, em busca de trabalho para conseguir sobreviver e ajudar suas famílias que estão no Senegal, país localizado na África Ocidental, mas, até agora, o que receberam foi só descaso e desrespeito à sobrevivência mínima que um ser humano deve ter.

Além de tantos sofrimentos físicos, estes trabalhadores ainda sofreram torturas psicológicas, além de serem humilhados com palavras racistas. Mas, em meio a todo este sofrimento, os meninos encontram pessoas boas pelo caminho. Isabelly Ferreira e Karem Conrado ficaram sabendo da situação em que os senegaleses se encontravam e foram ajudar da forma que podiam. Karem é advogada e de imediato agilizou os trâmites jurídicos. E sua ajuda não parou por aí. Ela foi atrás de parceiros e conseguiu comida para uma alimentação digna. Segundo Isabelly, a Assistência Social de Guarapuava também já está a par da situação e providenciando o necessário.

Tudo o que estes refugiados precisam é de uma vida digna e de um trabalho para conseguir voltar para Florianópolis, de onde eles vieram para trabalhar em Guarapuava. Quem se sensibilizar e quiser ajudar os rapazes de alguma forma, basta entrar em contato com Isabelly e Karem pelos telefones (42) 3035-4436, (42) 9.9874-5617 ou (42) 9.9800-3899. As doações podem ser entregues também no escritório CF Advocacia, que fica na rua Alcione Bastos, 336.

Confira o depoimento dos senegaleses abaixo:

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