22/08/2023
Cotidiano Em Alta Guarapuava

Em Guarapuava Maira Bandeira reforça luta por segurança feminina

Maira Bandeira é empresária, ativista e especialista em artes marciais, com atuação voltada à segurança, autonomia e empoderamento feminino

Maira Bandeira( Foto: divulgação)

A empresária, ativista e especialista em artes marciais Maira Bandeira esteve em Guarapuava nesta sexta (6). Ela cumpriu agenda voltada ao debate sobre segurança feminina, empoderamento e enfrentamento à violência contra a mulher. Durante a manhã, Maira esteve no Portal RSN, apresentando as ações do Instituto que leva o nome dela. Também detalhou novas frentes de atuação que unem tecnologia, capacitação e impacto social. Já no período da tarde, participou de uma palestra na Cooperativa Agrária.

O centro da discussão, no entanto, vai além da agenda local. A atuação de Maira Bandeira tem se consolidado em torno de uma proposta que mistura empreendedorismo social, acolhimento e estratégias práticas de proteção às mulheres. Entre os destaques apresentados está um aplicativo sobre o índice de metrificação. De acordo com a empresária, a ferramenta foi criada para medir a sensação de segurança da mulher em espaços públicos e domésticos.

De acordo com a empresária, a iniciativa chama atenção por transformar em dado uma experiência que, durante muito tempo, foi tratada apenas no campo do relato individual.

A sensação de insegurança, frequentemente naturalizada na rotina feminina, passa a ser observada como indicador real da vulnerabilidade das mulheres em diferentes ambientes.

Maira Bandeira (Foto: divulgação)

A proposta do aplicativo, conforme disse Maira, é justamente contribuir para diagnósticos mais precisos, capazes de orientar ações preventivas, campanhas de conscientização e mecanismos de apoio. Trata-se, portanto, de política pública.

INSTITUTO

A passagem por Guarapuava também ocorre em um momento de expansão do Instituto Maira Bandeira, conforme a empresária. O movimento de franquias tem como objetivo ampliar o alcance do projeto ‘Golpes da Liberdade’, usando um modelo já testado para levar defesa pessoal, acolhimento e suporte comunitário a bairros e comunidades dos municípios brasileiros. De acordo com Maira Bandeira, o projeto nasce da compreensão de que o medo existe, mas não pode determinar a vida das mulheres.

Eu sei que o medo existe, mas a nossa força interior é muito maior.

O ‘Golpes da Liberdade’ já causou um impacto em São Paulo, transformando a vida de mais de 20 mil mulheres. E isso é só o começo. “Em cinco anos queremos atingir 1 milhão de mulheres, presencialmente”. A proposta do Instituto é apresentada como um braço de acolhimento e luta, em que o modelo de negócio não se resume à lógica comercial. Mas busca financiar e sustentar ações de relevância social. A meta, conforme o a fundadora, é garantir segurança e autoconfiança feminina em nível local, estimulando a formação de redes de proteção com presença direta nas comunidades.

O projeto reúne treinamentos focados em autoconhecimento e técnicas de defesa pessoal. Assim como, palestras de conscientização e apoio direto a mulheres em situação de vulnerabilidade. Parte do faturamento das novas unidades ajuda a financiar esse trabalho, num formato que pretende garantir continuidade e acesso.

QUEM É MAIRA BANDEIRA

A trajetória de Maira Bandeira ajuda a explicar o peso que a imagem dela ganhou nesse debate. Reconhecida como empresária de sucesso, ativista e atleta de alto nível, ela é faixa preta de Jiu-Jitsu e de Taekwon-Do ITF. Possui títulos intercontinentais e participações em competições mundiais. O discurso dela combina performance, liderança e engajamento, numa construção que procura aproximar o universo do empreendedorismo de uma pauta historicamente negligenciada pelo poder público e pela sociedade.

Mais do que palestrar na Agrária, a presença de Maira em Guarapuava lança luz sobre uma discussão necessária: a segurança da mulher não pode ser tratada apenas como tema de campanha ocasional ou promessa institucional. É uma questão estrutural, que exige prevenção, escuta, dados, acolhimento e presença concreta nos territórios. Nesse contexto, o aplicativo do índice de metrificação surge como ferramenta importante por medir algo que, embora muitas vezes invisibilizado, molda profundamente a liberdade feminina: o direito de estar e circular sem medo.

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Cristina Esteche

Jornalista

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