22/08/2023
Em Alta Esportes Guarapuava

Dudu, o torcedor que virou símbolo do “Time do Amor”

No aniversário de 30 anos do CAD, Dudu simboliza inclusão, pertencimento e a paixão da torcida pelo “Time do Amor”


Dudu e o amor pelo CAD (Foto: divulgação)

Ao completar 30 anos nesta quinta (30) 2026, o Clube Atlético Deportivo, o CAD celebra uma trajetória feita de títulos, crises, reconstrução e pertencimento. Mais do que uma equipe de futsal, o “Time do Amor” se tornou parte da memória esportiva e afetiva da cidade.

Entre as histórias que ajudam a explicar essa ligação está a de Eduardo Gabriel kloster Ferreira, o Dudu. Fiel, torcedor, desde 2014, ele entra em quadra com o elenco, participa do aquecimento. Após o hino, vai para a arquibancada empurrar o time com gritos de “Vai, CAD!”. Para a família, o gesto representa muito mais do que carinho: é inclusão, acolhimento e pertencimento.

De acordo com Carlos, pai de Dudu, ele levava o filho ao ginásio nos fins de semana para bater bola. Em um desses encontros, jogadores do CAD que faziam recuperação física deram atenção ao menino, jogaram com ele e o convidaram para entrar com o time em uma partida. Desde então, a cena virou tradição.

É um amor que o Dudu tem pelo CAD até hoje. Levo ele em todos os jogos. Temos orgulho desse time de guerreiros. Estamos juntos na fase boa e na fase ruim. Em semana de jogo, Dudu vive a expectativa com alegria e ansiedade, esperando o momento de voltar ao Joaquinzão.

GRUPO DE AMIGOS DEU ORIGEM AO CAD

Conforme Wallace Farias, um dos diretores do Deportivo, a história do clube também nasceu de forma simples. Um grupo de amigos que jogava bola, fazia resenha. Em conversas decidiu disputar campeonatos regionais com o nome de ‘Farmácias Trajano’. Já em 2000, a equipe entrou no campeonato estadual pela Série Bronze como Instituto de Futsal Guarapuava, o IF. Em 2005, já como CAD, subiu da Série Prata para a Chave Ouro.

O primeiro grande título estadual, de acordo com Wallace, veio em 2010, ano que também ficou marcado pela morte do jogador Robson. A tragédia abalou o clube, mas abriu um capítulo de superação. Depois, o CAD viveu a fase de maior projeção: disputou a Liga Nacional entre 2013 e 2017 e conquistou mais dois títulos estaduais, em 2014 e 2015, chegando ao tricampeonato da Série Ouro.

Após o auge, veio a crise financeira, com dívidas e risco de falência. Um novo grupo gestor assumiu a reconstrução. Em 2021, o CAD fez uma das melhores campanhas de sua história na Chave Prata e conquistou o título da competição. Em 2024, terminou em terceiro lugar.

PROCESSOS TRABALHISTAS QUITADOS

Em 2026, mesmo com uma campanha difícil dentro de quadra, o clube comemora avanços fora dela.

Quitamos os processos trabalhistas. E cumprimos a missão com cerca de 120 atletas nas categorias de base, o Sub-13.

Aos 30 anos, o CAD carrega títulos, dores, recomeços e histórias humanas. E poucas imagens traduzem tão bem o espírito do “Time do Amor”, quanto Dudu entrando em quadra, sorrindo, vestindo as cores do clube e esperando o momento de gritar, mais uma vez: Vai, CAD!

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Cristina Esteche

Jornalista

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