22/08/2023
Blog da Cris Política

Na estreia do Brasil, a política do Paraná entrou em campo com chuteira alta

Entre o gramado da estreia na Copa do Mundo e o tabuleiro de 2026, Paraná teve semana de ataques, liminares e costuras políticas

Bola no pé (Foto: reprodução/ Freepik

No dia em que o Brasil estreia na Copa do Mundo contra Marrocos, a política do Paraná também parece entrar em campo: arquibancada cheia, nervos expostos e muita gente tentando ganhar no grito antes de mostrar futebol. A bola ainda nem rolou direito para 2026, mas a semana deixou claro que a sucessão estadual será menos toque de bola e mais disputa de espaço. A preliminar tem ‘carrinhos’, marcação alta e reclamação ao juiz. A estreia brasileira ocorre neste sábado (13), às 19h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Sandro Alex resolveu abrir fogo contra Sergio Moro, conforme O Blog do Esmael. E justamente num momento em que o ex-juiz segue liderando as pesquisas para o governo do Paraná. Mas o placar tem outro personagem importante: Requião Filho. O deputado estadual do PDT aparece consolidado na segunda faixa em levantamentos recentes. Algo que o transforma no adversário mais incômodo para todos os campos. Principalmente, para Moro, porque impede uma eleição de passeio. Para Sandro e Greca, porque mantém a esquerda viva na disputa.

No meio da área institucional, o desembargador Rogério Luis Nielsen Kanayama, do TJ-PR, suspendeu a votação que poderia cassar o mandato de Renato Freitas (PT) na Assembleia Legislativa. A sessão estava marcada para terça (16). A decisão, no entanto, não absolve o petista, mas funciona como um VAR jurídico. Ou seja: interrompe a jogada antes do gol político, sob o argumento de evitar efeitos imediatos e difíceis de reverter.

ESCÂNDALO GRUDA EM FILIPE

A semana também trouxe revés para Filipe Barros (PL). Reportagens repercutiram a coluna de Malu Gaspar, de O Globo, que apontou atuação parlamentar do deputado em medidas que poderiam beneficiar o Banco Master e Daniel Vorcaro. Barros nega irregularidades e não há condenação contra ele nesse episódio. Ainda assim, politicamente, o caso gruda no palanque bolsonarista do Paraná como lama em chuteira branca: pode não definir o jogo, mas suja a fotografia.

Enquanto isso, Ricardo Barros esteve com Antonio Rueda e Ciro Nogueira para tratar da possível aproximação entre União Progressista e MDB. E a costura com Rafael Greca parece avançado. Por Guarapuava, Josiel Lima (MDB), candidato a deputado estadual, ganhou gesto explícito de Greca, que o chamou em vídeo de “candidato do coração”.

A política paranaense, como a Seleção em estreia de Copa, sabe que o primeiro jogo raramente decide tudo. Mas revela quem entrou para disputar campeonato e quem só apareceu para bater foto no gramado.

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Cristina Esteche

Jornalista

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