22/08/2023

Circo Torricelli une cultura e inclusão em sessões especiais para 340 crianças

Duas sessões especiais serão destinadas ao público atendido por instituições da cidade. Para muitos, será o primeiro contato com um espetáculo circense

Nesta sexta (21), o Circo Torricceli abre o picadeiro para uma plateia especial em Guarapuava. Ao todo, 340 crianças e adolescentes participarão de duas sessões exclusivas, às 9h30 e às 14h. O público será formado por atendidos da Fundação Proteger, Apae Rural, Apae Santa Cruz, Pelotão Esperança e Anjos Inocentes. Pela manhã, serão cerca de 160 pessoas e à tarde, outras 180.

De acordo com André Torricelli, a maioria das crianças e adolescentes assistirá a um espetáculo circense pela primeira vez. É justamente essa estreia que dá outro significado às apresentações. Mais do que uma atividade de lazer, a iniciativa aproxima crianças e adolescentes de uma experiência cultural que, para muitos, ainda parecia distante.

Entrar sob a lona, acompanhar os artistas, ouvir a música e descobrir a atmosfera do picadeiro pode parecer algo simples. Para quem nunca teve essa oportunidade, porém, pode se transformar em uma lembrança para a vida inteira. Conforme Torricelli, talvez seja justamente esse o público mais exigente e, ao mesmo tempo, mais generoso que um circo pode encontrar.

Uma plateia que ainda conserva intacta a capacidade de espanto.

ACESSO À CULTURA E INCLUSÃO

A ação, de acordo com Torricelli, também reforça a importância do acesso à cultura e ao entretenimento como parte da formação de crianças e adolescentes.

O direito de se divertir, se surpreender e ampliar o repertório também é uma forma de inclusão.

No olhar para o alto. Na curiosidade diante da estrutura. Na conversa apressada com o colega ao lado. No instante em que as luzes mudam e a realidade cotidiana dá espaço àquilo que o circo preserva há gerações. Ou seja: a capacidade humana de imaginar, rir, se surpreender e acreditar no extraordinário por alguns minutos.

É por isso que iniciativas como a do Circo Torricelli não deveriam ser reduzidas à expressão “ação social”, como se fossem apenas um gesto protocolar de solidariedade. Há algo maior em jogo.

Cultura, lazer e convivência também fazem parte da formação de uma criança. O acesso à arte não deveria ser privilégio de quem pode pagar pelo ingresso, organizar o transporte ou simplesmente nascer cercado de oportunidades.

Quando instituições, projetos e iniciativas privadas conseguem aproximar crianças de experiências culturais, ampliam-se não apenas as possibilidades de diversão, mas também o repertório de mundo. E repertório também constrói futuro.

Depois das duas sessões especiais, o Circo Torricceli volta a receber o público em geral às 20h30.

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Cristina Esteche

Jornalista

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