Ações de prevenção e conscientização podem evitar diagnósticos tardios de HIV

Os dados continuam preocupantes em Guarapuava e região. Durante o mês de março seis novos casos foram identificados no Serviço de Atendimento Especializado (SAE) através do teste rápido. Outros três casos que surgiram, já haviam sido diagnosticados em algum momento da vida dos pacientes mas, por medo ou não aceitação da doença, deixaram de realizar o devido tratamento. Sendo assim soman-se nove casos em um mês.  “O diagnóstico tardio dificulda imensamente o tratamento. Quando for identificado deve-se iniciar imediatamente a medicação e só assim o paciente poderá continuar a ter uma vida normal e consciente de que precisa se prevenir para não infectar outras pessoas”, alerta Angela Maria Camargo, enfermeira do SAE.

Está cada vez mais claro que a juventude tem que ser o foco das estratégias de prevenção da AIDS, sobretudo nos países mais afetado. Nos países onde a epidemia não é tão grave, a atenção aos jovens ajuda a garantir que permaneçam imunes ao HIV. A experiência sugere que, para enfrentar o HIV/AIDS de forma eficaz, é preciso forjar uma grande aliança de organizações das áreas de saúde, educação, desenvolvimento e política pública, trabalhando junto com o setor privado e as ONG’s. Uma estrutura estratégica focalizada na juventude reconhece que a epidemia de AIDS tem muitos componentes e que nenhuma abordagem única tem chance de sucesso.

Focado em agir através destes parâmetros o SAE vem intensificando as parcerias com faculdades, escolas e empresas interessadas em abraçar esta causa. O SAE já capacitou agentes de saúde em 22 municípios da região e agora parte para um trabalho efetivo nas escolas da rede pública e estadual. “Todos os esforços para conscientizar a população ainda são poucos. Temos uma batalha pela frente e só venceremos se a prevenção for levada realmente a sério pelas pessoas”, diz Angela.

 

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