Associações de moradores se unem por melhorias

A falta de infra-estrutura em bairros e distritos de Guarapuava está provocando a união entre associações de moradores. Encontros reunindo lideranças comunitárias estão sendo realizados e a pauta é somar esforços para reivindicar melhorias na cidade e no interior, consolidar o Observatório Social com o objetivo de fiscalizar os gastos do prefeito e implantar o orçamento participativo.

Na terça-feira (11) o encontro aconteceu na Colônia Cachoeira, em Entre Rios, e contou com a participação de associações dos bairros Santana, Tancredo Neves e de entidades do distrito anfitrião.

“A iniciativa visa controlar os gastos do prefeito, observando, principalmente, o andamento de licitações”, informa o presidente da Associação de Moradores de Entre-Rios (Acender), Marcio de Sequeira, sobre o objetivo do Observatório Social.
A primeira experiência foi implantada em Maringá, em 2006. No mesmo ano, os gastos foram reduzidos em R$ 9,6 milhões. Em três anos do observatório, 30 cidades aderiram à iniciativa, entre elas Florianópolis. O observa-tório é respal-dado, por exemplo, por órgãos como Ministério Público, Tribunal de Contas e Controladoria Geral da União, além de mais de 50 instituições espalhadas pelo país.

“Já criamos um conselho fiscal e estamos organizando a diretoria. O próximo passo é treinar agentes, que terão a função de controlar e orientar os gastos públicos. Em poucos meses estaremos em atividade”, informa Sequeira.

Já a implantação do Orçamento Participativo deve ser um pouco mais lenta. “É necessário que haja uma lei municipal e um conselho popular do orçamento, destinado a levar informações aos bairros”, diz. Ele ressalta ainda que o Orçamento Participativo é amparado pela Constituição Federal, representando uma forma democrática de participação popular nas decisões do poder público.

Os participantes do encontro destacam que as reuniões vão continuar ocorrendo para apresentação de propostas e troca de experiências. “Precisamos unir forças. Estamos abertos ao diálogo com associações de moradores, sindicatos e segmentos religiosos. O objetivo é cobrar os poderes públicos, exigindo os direitos da população”, afirma o presidente da Associação de Moradores do Bairro Santana, Jesus Vieira dos Santos. Tam-bém devem ser realiza-dos protes-tos públicos até o fim do ano contra problemas encontrados, principalmente, na saúde e na segurança pública.

Dos Santos também é membro da União Guarapuavana de Associações de Moradores (Ugam). Segundo ele, outro objetivo é fazer com que mais associações de moradores se reorganizem para poder reivindicar. “Atualmente existem 60 associações em Guarapuava, mas calculamos que apenas metade delas funcione”.

Ele destaca sua insatisfação com a situação atual de Guarapuava. “Fico chateado quando percebo que algumas cidades bem mais novas, como Londrina, Maringá, Cascavel e Campo Mourão, têm se desenvolvido muito mais que nós. Guarapuava tem quase 200 anos e parece que parou no tempo. Alguma coisa está errada”, indigna-se.

Foto: Marcio de Sequeira (Nagel Coelho – Tribuna Regional do Centro-Oeste)

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