Autor da morte de Marcia Spitzner vai a júri popular em Cantagalo

Marcia era prima de Tatiane e foi executada pelo marido em 2017

Marcia Spitzner (Foto: arquivo da família enviado ao Portal RSN)

O primeiro feminicídio envolvendo a Família Spitzner ganha repercussão na Região de Guarapuava. Nesta segunda (3), o Júri Popular vai sentenciar o réu Alceu Xavier de Lima, ex-esposo de Marcia Spitzner, executada a tiros na frente de familiares no dia 2 de fevereiro de 2017, em Cantagalo, distante 79 quilômetros de Guarapuava.

A história de violência verbal e psicológica se repete e com o mesmo final infeliz. Assim como a prima Tatiane Spitzner, que teve o esposo Luis Felipe Manvailer como algoz em Guarapuava em julho de 2018, Marcia também viveu um relacionamento conjugal conturbado.

Casada há 12 anos com Alceu, Marcia vivia uma história de traições. De acordo com o cunhado da vítima, Emerson Vinharski, em entrevista ao Portal RSN, na noite do crime, Marcia ficou sabendo de uma nova traição do marido.

Ela foi até a amante do Alceu e gravou a conversa onde a menina confirmou o caso.

Com a gravação, Marcia foi até a casa dos pais, contou o fato e disse que pediria a separação. Alceu foi chamado até a residência dos sogros e durante a conversa tentou negar a traição. Porém, mediante a prova apresentada por Marcia, confirmou e “aceitou” o pedido de separação da esposa.

“Como eu trabalho em Laranjeiras do Sul [município perto de Cantagalo] eu cheguei em casa e a minha esposa, que é irmã da Marcia, não estava. Então fui até casa do meu sogro e a minha cunhada mais nova contou o que tinha acontecido”.

Alceu Xavier de Lima, ex-esposo de Marcia Spitzner (Foto: arquivo familiar)

Segundo Emerson, ele também foi até a casa de Marcia para ajudar a buscar as coisas dela. “Minha cunhada disse ao Alceu que ele poderia ficar com tudo e que ela queria apenas as roupas”. De acordo com Emerson, tudo corria normalmente. A conversa era calma e Alceu ajudou a levar os pertences de Marcia até a casa dos pais.

“Quando chegamos, o Alceu tomou café com a gente, conversou e riu muito. Quando eu e minha esposa dissemos que iríamos para casa, ele também teve o mesmo desejo. Apertou as mãos de cada um de nós e se despediu dando risada”.

Já no carro, Alceu pegou uma pistola que estava debaixo do banco traseiro e voltou atirando. Foram 13 disparos, dos quais sete atingiram Marcia na cabeça, na nuca e nas costas.

Ele passou uma rasteira na Marcia e na minha sogra e com minha cunhada caída atirou. Um dos tiros pegou na minha perna. E ele ainda voltou e deu mais um tiro na cabeça da Marcia e depois fugiu.

Alceu foi preso seis meses depois e agora irá a júri nesta segunda (3), no Fórum de Cantagalo. Familiares de Tatiane Spitzner devem comparecer ao julgamento em Cantagalo.

 

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