Bailarino pode perder vaga no Bolshoi por falta de patrocínio

Guarapuava – Se o bailarino Luis Fernando Oliveira Santos, 9 anos, tem “jogo de cintura” e muito talento para ultrapassar a barreira do preconceito e os limites do seu próprio corpo, a batalha que enfrenta agora foge do seu domínio.

Selecionado entre 500 candidatos brasileiros para compor a Escola do Bolshoi em Joinvile (SC), o menino simples de Guarapuava corre o risco de perder a vaga por falta de patrocínio. Filho de pai que é auxiliar de açougue e de mãe que é dona de casa, o bailarino mora na Vila Bela e precisa de R$ 12 mil até o dia 31 de novembro para fazer a sua matrícula na primeira escola do balé Bolshoi fora da Rússia. Mas isso não é tudo. Ele precisa também de uma bolsa de R$ 1mil por mês para se manter na cidade catarinense. Ele deve morar em casa de família.

Esses patrocínios estão sendo buscados em empresas da cidade e podem ser deduzidos do Imposto de Renda por meio da Lei Rouanet e outros incentivos fiscais.
“Já temos uma empresa que acenou com R$ 6 mil para matricular o nosso bailarino, mas ainda falta o restante e o tempo está ficando curto”, observa a professora Bruna Pacheco da Fonseca.

De acordo com a mãe de Luis Fernando, Valdete de Oliveira Santos, o Departamento de Cultura do Município já foi contatado por causa da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (recursos do ISS). “Não obtivemos nenhuma palavra até agora”, disse.
Mas não é só o talento de Luis Fernando que impera nessa família de origem humilde. A irmã, Beatriz, 10 anos, também foi finalista do concurso e só não foi classificada porque a concorrência feminina é maior.

“Meu filho enfrenta o preconceito que as pessoas têm por ele ser bailarino de balé, enfrenta a condição financeira precária, mas não poderá conviver com a perda dessa oportunidade, que é única. É o futuro dele que está em jogo e não podemos fazer nada, a não ser correr atrás das empresas”, diz a mãe.

Foto: o pequeno Luis Fernando Oliveira Santos (crédito: Tribuna Regional do Centro-Oeste)

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