Celso Goes compara conversa de Carli e Silvestri a um “leilão político”

Guarapuava – O presidente do Instituto Cidade Aberta, Celso Goes, considerou “temerária” a conversa entre o prefeito Fernando Ribas Carli e o deputado federal Cezar Silvestri, sob o alegado pretexto de implantar a Universidade Tecnológica em Guarapuava.
Em “release” emitido pela assessoria do empresário, Celso Goes diz que o prefeito e o deputado “são os principais responsáveis” por Guarapuava ter ficado de fora da lista de cidades que receberam essas Universidades, já que o governo federal vem construindo as obras há mais de 6 anos e nada foi feito para contemplar o Município.
“O prefeito Carli e o deputado Silvestri perderam a hora, deixaram que outras cidades levassem. Agora, querem jogar para a torcida no último minuto da partida”, observou.
De acordo com a assessoria de Góes, ele foi a primeira liderança de Guarapuava a levantar a bandeira da Universidade Tecnológica. “Depois de suas manifestações, só agora, há 15 dias, o deputado Cezar Silvestri também quis tomar uma iniciativa, mas, segundo Celso Goes, cometendo um “grande erro” ao propor a desapropriação de um terreno do Exército”.
A matéria da assessoria lembra que Celso advertiu que essa proposta era inviável, pois obrigaria desapropriações, demora no trâmite da documentação, e um custo muito elevado.
Uma alternativa a ser estudada, de acordo com Celso Goes, é a área que fica ao lado do campus da Unicentro, no Cedeteg, que antes pertencia à Rede Ferroviária Federal e foi revertida para o Município. “Se a área estiver dentro das especificações, é o melhor local, de fácil acesso, dentro de uma região universitária, sem custos e sem desapropriação de terceiros. Esta área pertence ao povo de Guarapuava”, indicou o presidente do Instituto Cidade.

CONTAS A PRESTAR
Na matéria encaminhada pela assessoria do empresário e presidente do Instituto Cidade Aberta, Celso estranhou os ataques que recebeu do deputado Cezar Silvestri, que tentou desqualificar suas propostas. Para ele, o deputado é quem deve explicações a Guarapuava e Região. “É inaceitável que Guarapuava tenha ficado de fora. O Brasil inteiro sabia que o governo iria construir as Universidades nas cidades-pólos e justamente Guarapuava, que é pólo de uma região com mais de 600.000 habitantes, ficou completamente de fora”, reagiu.
O empresário chamou atenção para o que denominou como “acertos políticos entre Fernando Carli e Cezar Silvestri”, lembrando que o deputado havia convocado a população para uma audiência pública na Câmara Municipal, que não teve peso comunitário, mas acabou numa conversa sem resultado prático entre o prefeito e deputado, na Prefeitura. “Os jornalistas chegaram a ser barrados na entrada. Era para ser uma audiência pública, mas o que eles queriam esconder do povo? Qual o conceito que eles têm de público, se barram a imprensa na porta”, questionou.
Celso Goes disse que, de concreto, mesmo, apenas o comunicado do prefeito Fernando Carli, de que irá fazer um empréstimo milionário, endividando o Município com recursos financiados pelo governo do Estado. O valor é de R$ 14 milhões e 500 mil reais, com dinheiro do “Paraná Cidade”, e continuará sendo pago pelos futuros prefeitos, depois que Carli deixar a Prefeitura.
“Na véspera de ano eleitoral, o prefeito Fernando Carli está fazendo exatamente aquilo que tanto criticava, que é pegar dinheiro emprestado. E o deputado Cezar Silvestri está fazendo o mesmo, aliando-se a Carli, a quem tanto criticava. Só falta dizer que estão fazendo isso para o bem da população”, asseverou Celso Goes.
O empresário afirmou que o Instituto Cidade Aberta continuará com o movimento pela conquista da Universidade Tecnológica. “Já conseguimos uma grande vitória, fazendo com que o deputado e o prefeito se mexessem, apesar de não sabermos exatamente o que eles querem. Mas não vamos sossegar enquanto não ver a Universidade funcionando. Esta luta é de todos nós”, avisou Celso Goes.

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