22/08/2023
Em Alta Ponta Grossa Segurança

Cinco são presos por morte de empresário confundido com alvo

Hugo Gabriel Moll, 38 anos, morreu na hora em 19 de junho deste ano, enquanto cortava a barba numa barbearia. O alvo saiu 10 segundos antes

Polícia prende cinco suspeitos pela morte de empresário (Foto: divulgação)

A Polícia Civil prendeu temporariamente cinco homens nesta terça-feira (28) por suspeita de envolvimento no assassinato do empresário Hugo Gabriel Moll, de 38 anos, em uma barbearia de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. A investigação concluiu que o grupo pretendia matar outro homem, mas confundiu o alvo e executou um empresário sem antecedentes criminais.

Empresário foi morto por engano (Foto: divulgação)

Segundo o delegado Luis Gustavo Timossi, um suspeito de 34 anos organizou a ação. Outro homem, de 24, forneceu o ponto de apoio e a arma usada no crime. Um terceiro investigado, de 27 anos, monitorou o alvo e dirigiu o veículo durante a fuga. De acordo com a polícia, os três acumulam registros criminais anteriores.

A polícia também prendeu dois homens de 25 e 19 anos. Os investigadores encontraram indícios da participação deles, mas ainda apuram quais funções cada um exerceu no plano. A corporação não divulgou os nomes dos cinco suspeitos. Durante a operação, os agentes cumpriram ainda cinco mandados de busca e apreensão e recolheram materiais que passarão por análise.

O CRIME

A investigação aponta que 10 segundos mudaram o rumo da ação criminosa. Esse foi o intervalo entre a saída do verdadeiro alvo e a chegada de Hugo à barbearia. Câmeras de segurança mostram o homem, que teria ligação com o tráfico de drogas, deixando o local de carro pouco antes de o empresário estacionar a caminhonete.

Hugo cortava a barba quando um atirador entrou no estabelecimento e abriu fogo. De acordo com a Polícia, o criminoso atingiu o empresário na cabeça, e ele morreu no local. Os disparos também acertaram o barbeiro João Victor Pereira no tórax. João permaneceu internado por mais de 20 dias e agora se recupera em casa.

De acordo com a polícia, o crime ocorreu em 19 de junho, na Avenida Pedro Wosgrau, no bairro Cará-Cará. Para o delegado, os executores confundiram Hugo com o homem que pretendiam matar. A polícia também investiga se o grupo atirou contra o barbeiro para eliminar uma testemunha. O caso expõe uma ação planejada com monitoramento, arma e apoio logístico, mas conduzida a partir de uma identificação equivocada.

Hugo trabalhava no setor da construção civil, havia se casado menos de dois meses antes do assassinato e deixou a esposa e um filho de 12 anos. Conforme a polícia afirma ele não mantinha ligação com atividades criminosas.

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Cristina Esteche

Jornalista

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