Copas dos contrastes: os mundiais de futebol e as gritantes diferenças entre representatividade

“Desafiadas a brilhar” X “Mais que 5 estrelas, 200 Milhões de corações”

Brasil x Argentina pela Copa América Feminina, em 2018 (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Ano que vem também tem Copa do Mundo de Futebol. Assim como neste ano, 2019 será ano de Mundial. Teremos Copa do Mundo de Futebol Feminino, a competição que vai “desafiar as mulheres a brilhar”, segundo slogan da Federação Internacional de Futebol (Fifa). A frase parece ser a mais completa leitura dessa competição, que se iguala a masculina apenas pelo nome.

É como se o intervalo de tempo de um ano entre uma competição e outra, fosse o recorte temporal mais que necessário para gritar a todo o país, os gigantescos contrastes entre os campeonatos. A mais importante competição do mundo de futebol teria, no Brasil, dois anos seguidos de fervorosa torcida nacional, paralisações de trabalho, suspensão de compromissos e comércio fechado?

Este ano é a vez do elenco que leva “Mais que 5 estrelas, 200 milhões de corações” para dentro do campo jogar. São alojamentos inaugurados, salários altíssimos, voos fretados, coberturas exclusivas. Ansiedade pelos jogos, preocupações com os jogadores. A pressão diante do Mundo. Cidades revitalizadas, estádios inaugurados, um mundo inteiro que para apenas para ver o espetáculo de um país sede, anfitrião mundial de uma vitrine política, social e desigual.

Ano que vem é a vez das “Desafiadas a brilhar” levarem suas batalhas diárias também para dentro do campo. A sede, dessa vez, será a imponente França com uma abertura que contará com a beleza icônica da capital francesa, em uma solenidade Parc des Princes, em Paris, no dia 7 de junho de 2019.

O glamour e o requinte da cidade parisiense parece ser o mais pomposo item desse mundial que, no Brasil, passa longe dos ares vividos e respirados ansiosamente pelos brasileiros durante os 30 dias do Mundial masculino. No campo das partidas de futebol feminino, a luta é também por igualdade de salários, de visibilidade, de aceitação, de importância e, sobretudo, de representatividade.

A busca pelos títulos femininos, caminha a passos tão grandes quanto o universo que as separam da realidade do futebol masculino no Brasil. A seleção feminina, em 2018, foi heptacampeã da Copa América, conquistou vaga na Copa do Mundo de 2019, na França, e nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. Os números, revelam grandes conquistas em um meio recente, de pouco mais de 30 anos de existência, que toma força e busca espaço a cada ano.

O time masculino, consagrado e ovacionado também acumula títulos incríveis. Cinco vezes campeão mundial, oito vezes campeão da Copa América, quatro vezes campeão da Copa das Confederações e um título olímpico, o mais recente do time. As vitórias marcam a trajetória de mais de cem anos da seleção masculina.

É um esporte de vitórias para o país. É uma ferramenta importante para o país. Pela torcida, pela projeção, pela esperança, pela inspiração, pela humanidade das conquistas. É um universo tão grande e poderoso que, em tamanha dimensão, há de ter espaço para a representatividade.

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