Correios recebe encomendas da China por via marítima

O intuito é flexibilizar os modais de encaminhamento e desburocratizar a entrada de cargas postais pelas alfândegas mundiais

O intuito é flexibilizar os modais de encaminhamento e desburocratizar a entrada de cargas postais  (Foto: Arquivo/RSN)

A partir de agora, um acordo feito entre os correios brasileiro e chinês vai viabilizar o transporte de encomendas e documentos vindos da China por meio marítimo. Isso ocorreu por meio de uma solicitação da União Postal Universal (UPU) para flexibilizar os modais de encaminhamento e desburocratizar a entrada de cargas postais.

Desse modo, o motivo foi à redução de voos internacionais, em decorrência de medidas para reduzir a disseminação do novo coronavírus, objetos postados na China estavam retidos no país, sem perspectiva de envio.

Para o presidente dos Correios, Floriano Peixoto, as negociações demonstram que as entidades postais internacionais estão trabalhando em alternativas que minimizem os impactos da pandemia nos tráfegos comerciais.

Devido à grande quantidade de carga represada oriunda dos sites de e-commerce chineses, o correio foi um dos primeiros a optar pelo encaminhamento marítimo. Desta forma, os Correios se prontificaram em seguir os encaminhamentos da UPU para facilitar e desburocratizar a entrada desta carga. Portanto, vamos atender às expectativas dos consumidores brasileiros.

Com essa decisão, as primeiras cargas chegaram ao Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), no Paraná, no último sábado (30). Assim, escolha do porto paranaense se deve à proximidade do Centro Internacional dos Correios em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. A unidade, com 20 mil metros quadrados, é responsável pelo recebimento e desembaraço de grande parte das encomendas internacionais.

Sendo assim, a continuidade do serviço por via marítima pós pandemia ainda é uma decisão a ser avaliada. Além do entendimento entre os correios do Brasil e da China, é necessário ainda apurar a adaptabilidade dos operadores, em função do tráfego aéreo reduzido. A modalidade se mostra interessante, dado o volume envolvido e os custos operacionais e de transporte, se comparado ao modal aéreo.

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