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Deputado estadual pode ter ligações com empresa citada na "Carne Fraca"

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

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Da Redação

Curitiba - Investigações da Polícia Federal que resultaram na Operação Carne Fraca, deflagrada na última sexta feira (17), revelam que o deputado estadual paranaense Tião Medeiros (PTB) mantém ligações com uma rede de empresas que seria sustentada por Daniel Gonçalves Filho, ex-superintendente do Ministério da Agricultura (Mapa) no Paraná, e apontado como chefe do esquema de propina. De acordo com a PF, essa “sucessiva interposição de empresas” servia para intermediar pagamentos que se destinavam à mesma pessoa: no caso, o próprio Daniel Gonçalves Filho, líder da organização criminosa.

Embora seja citado nas investigações da PF, o deputado paranaense não é acusado de participação no esquema.

ELE NEGA

Por meio de nota, o deputado estadual Tião Medeiros (PTB) disse que, desde 2012, quando passou a exercer funções públicas, deixou de atuar na advocacia. Ele informou que permanece como sócio do Medeiros & Emerick Advogados Associados, mas ressaltou que o escritório não foi alvo da operação da Polícia Federal. “A busca de documentos foi restrita a apenas um dos clientes, cujas atividades não estão sujeitas a registro ou fiscalização do Ministério da Agricultura”, afirma o texto.

O parlamentar declarou ainda ter convicção de que as investigações vão demonstrar “absoluta ausência de qualquer irregularidade” nas atividades do escritório e confiança “na solidez das instituições essenciais à administração da Justiça”, como a PF.