Em Pinhão, quem trabalha com o lixo agora tem registro em carteira

Iniciativa é inédita no Paraná e pode ser uma das primeiras no país

Em julho deste ano, Pinhão recebeu autorização para funcionamento de aterro sanitário (Foto: Thiago Aragão/RSN)

Eles começaram como catadores de lixo reciclável, foram organizados na Associação dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Pinhão “Mãos Limpas” e, a partir desta quinta feira (2), foram elevados à categoria de trabalhadores com registro em carteira, passando a serem reconhecidos, oficialmente, como profissionais. A profissão é reconhecida pelo Ministério do Trabalho. A iniciativa em Pinhão é inédita no Paraná e pode ser, também, uma das primeiras no país, segundo pesquisa feita pelo Portal RSN.

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Habitação, Valter Israel da Silva,  dos 20 trabalhadores que atuam na Central de Triagem, 13 foram registrados e outros sete encontram-se em estágio probatório, com previsão de registro para os próximos meses. Os trabalhadores recebem R$ 1 mil por mês.

Leia também: Pinhão recebe autorização para funcionamento de aterro sanitário

Para o prefeito Odir Gotardo (PT), o registro em carteira dos trabalhadores é um reconhecimento da importância dessa atividade no município.

É preciso valorizar esse trabalhador não como um indivíduo que separa o lixo, e sim como aquele que desenvolve o seu trabalho em prol da sociedade, assumindo a função de um educador ambiental, e demonstrando sua responsabilidade social, ambiental e econômica.

“Com o aumento do lixo reciclável chegaremos, em breve, a 25 empregos nesse setor”. De acordo com Valter, essa demanda está sendo provocada pela instituição da moeda “Bufunfa”, criada no município e que faz parte de uma política ambiental que passa pela criação da Secretaria do Meio Ambiente, do aterro sanitário, da educação para uma cultura de separação do lixo, até o incentivo com a moeda que privilegia àqueles que selecionam o lixo. Estes podem gastar o valor da Bufunfa, que equivale a uma Unidade Fiscal do Município (UFM), ou seja, R$ 6,12,  por produtos da agricultura familiar. Segundo o prefeito, a ideia é devolver ao contribuinte o valor cobrado pela taxa do lixo.

“Com a separação, aumenta o fluxo do lixo reciclável, desafogando o aterro sanitário, gerando emprego, renda e alimentação saudável na mesa da população”.

Além do registro em carteira, estes profissionais contam também com três cestas básicas por mês para ajudar na refeição. Um refeitório também foi construído, onde é preparado o almoço e o lanche da tarde. “Cada um traz uma mistura para completar a refeição”.

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