Frente fria vai provocar temporais que podem espalhar os gafanhotos

As informações são dos meteorologistas do Climatempo. Proximidade da nuvem de gafanhotos com os estados do Sul do Brasil, preocupa os produtores

Frente fria vai provocar temporais que podem espalhar os gafanhotos (Foto: Reprodução/Pixabay)

O ano de 2020 tem trazido muitos empecilhos para os produtores da Região Sul do país. Os meses de estiagem dificultaram as coisas para aqueles que trabalham com lavouras, principalmente com soja. Entretanto, agora, a preocupação é outra, o avanço de uma densa nuvem de gafanhotos.

A nuvem começou no Paraguai, mas já tingiu a Argentina e está se deslocando para a fonteira brasileira com o Uruguai, mais precisamente o oeste do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

Entretanto, as informações apresentadas pelos meteorologistas do Climatempo informam que nos próximos dias o avanço de uma grande frente fria vai provocar temporais na Região Sul do Brasil. Assim, espera-se que os insetos se dissipem.

Conforme a engenheira agrônoma da Climatempo, Tatiane Cravo, a chuva e as baixas temperaturas inibem a migração dos gafanhotos. Dessa maneira, mesmo que consigam chegar a essas Regiões, vão estar em menor número e não devem causar grandes perdas para a agricultura.

Além disso, o fim de semana marca a entrada de uma forte massa de ar frio de origem polar que vai provocar geada. E, pode registrar mínimas abaixo dos 5°C.

MAPA

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está monitorando a nuvem de gafanhotos. Com isso, recebe informações do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa). Segundo os especialistas argentinos, os insetos devem seguir em direção ao Uruguai.

Mas, devido a proximidade com a Região de fronteira do Brasil, o ministério emitiu alerta para todas as Superintendências Federais de Agricultura, com vistas aos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária para que sejam tomadas as medidas cabíveis de monitoramento e orientação aos agricultores.

Com este monitoramento, a coordenação-geral do plantas do Mapas e as autoridades fitossanitárias brasileiras estão em conversa com as equipes argentinas, bolivianas e paraguaias para acompanhar em tempo real e adotar medidas cabíveis para minimizar os efeitos no Brasil.

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