Funcionários do Santa Tereza decidirão sobre greve nesta quinta (13)

Categoria se organiza para reivindicar salários em dia. Pagamentos de setembro ainda não foram realizados

Administração do hospital tenta agilizar pagamentos antes da realização da assembleia (Foto: Reprodução)

Nesta quinta feira (13), às 14h, os funcionários do Hospital Santa Tereza, em Guarapuava, realizarão uma assembleia que irá definir se a categoria entra ou não em greve. A movimentação ocorre frente ao segundo atraso de salários dos cerca de 400 funcionários da instituição. O primeiro atraso ocorreu em agosto e, na época, a categoria optou por estado de greve. Os pagamentos daquele mês foram realizados em seguida.

De acordo com Alcione de Jesus Domingues, presidente do Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos de Serviço de Saúde de Guarapuava, a assembleia dos funcionários será na Igreja Santa Terezinha. Para que a greve seja deliberada, 70% dos participantes precisam ser favoráveis a paralisação. Se a votação for favorável a greve, segundo Alcione, apenas 30% do HST irá funcionar. Todos os internamentos serão suspensos e apenas casos de urgência extrema serão atendidos.

Nós iremos comunicar o Samu, a 5ª Regional, enfim, todas as entidade ligadas a instituição caso a greve realmente seja deliberada. Nosso objetivo só é reivindicar salários em dia, nada além.

Os salários deste mês deveriam ter sido pagos na quinta feira passada (6), mas foram postergados, a princípio, para terça (11). A previsão, no entanto, não se concretizou e agora a administração ainda não tem uma nova previsão de quando os pagamentos irão acontecer.

OS ATRASOS

Os dois atrasos de pagamentos, em agosto e setembro, ocorreram, segundo a administração, por motivos diferentes. No primeiro caso, na época, o HST alegou falta de verba. Esse problema foi contornado logo após os funcionários sinalizarem possibilidade de greve.

No caso dos atraso de setembro, na avaliação da administração, o problema foi causado por situações que teriam fugido do controle da instituição. Na semana passada, em entrevista ao Portal RSN, o coordenador de gestão de pessoas do HST, Paulo Roberto dos Santos, explicou o motivo dos pagamentos terem sido previstos para terça (11).

“Neste mês, quando chegou o valor de R$ 1,1 milhão do governo, nós recebemos o montante, só que como ele estava prefixado com um empréstimo que nós tínhamos, a instituição financeira que recebeu o valor, em vez de nos liberar, reteve o dinheiro. E foi isso que nos travou nos pagamentos deste mês”, explicou. Para prever os pagamentos para terça (11), o hospital precisou iniciar um novo empréstimo, porém, um segundo imprevisto ocorreu em seguida.

“Neste tipo de operação, há uma propriedade que é usada como garantia junto a instituição financeira que nos atende. Essa propriedade, no entanto, está no nome de uma pessoa que já faleceu, então o banco não aceitou o nome de parentes no documento para validar a propriedade como garantia frente ao empréstimo. Com essa recusa, nós precisamos ir atrás de todos os herdeiros da propriedade, para que assinem o documento e autorizem a entrada da propriedade em questão como garantia. Só assim o valor contratado para os pagamentos será liberado”.

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