General diz que milicianos mataram Marielle e Anderson

Mortes completam nove meses nesta sexta feira (14)

(Foto: Reprodução)

No dia em que o assassinato da ex- vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL), e do motorista Anderson Pedro Gomes, completa nove meses, a polícia e o Ministério Público, cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do vereador Marcello Siciliano (PHS), suspeito de estar envolvido nas mortes de Marielle e Anderson. O motivo seria grilagem de terra, conforme o secretário de Segurança Pública do Rio, o general Richard Nunes.

Na residência de Siciliano, que fica na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, na manhã desta sexta feira (14), por volta das 10h50.  No local, os agentes apreenderam um tablet, um computador, HD e documentos. Um cofre foi tirado da parede, mas a polícia não conseguiu abrir. No gabinete do vereador, na Câmara, foram apreendidos computadores. Antes, porém, a porta foi arrombada pela polícia. Verônica Garrido, mulher de Siciliano, foi levada num táxi para prestar depoimento como testemunha.

A polícia chegou ao nome do vereador, após depoimento de uma testemunha. Ela aponta Siciliano como o autor do plano para matar Marielle, junto com ex-policial militar Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica. O vereador nega.

GRILAGEM 

Porém, o secretário de Segurança Pública do Rio, Richard Nunes, afirmou, em entrevista ao jornal “Estado de São Paulo”, que a vereadora Marielle Franco foi morta por milicianos que acreditavam que ela poderia atrapalhar negócios de grilagem de terras na Zona Oeste do Rio. Segundo o general,  o crime estava sendo planejando desde o fim de 2017, antes da intervenção federal no Rio de Janeiro. De acordo com o secretário, Marielle começou a atuar na zona Oeste, principalmente na Baixada de Jacarepaguá, área dominada por milicianos.

Marielle e Anderson foram mortos na noite de 14 de março deste ano, no bairro do Estácio, na região central do Rio. Ambos foram alvejados quando voltavam para casa, de carro, na Tijuca, após participar de evento na Lapa. Os tiros foram disparados de outro veículo.

Ontem (13), o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que o assassinato “pesa” sobre o Brasil e sobre a imagem do país no exterior.

“Então atingir Marielle foi também atingir a democracia. E isso, para mim, é um valor absoluto. Por isso, sim, eu gostaria muito de poder apresentar resultados o mais breve possível, se possível também ainda durante a nossa gestão”, afirmou o ministro.

Oriunda da Favela da Maré, zona norte do Rio, Marielle Franco tinha 38 anos. Era socióloga, com mestrado em administração pública, e ficou conhecida pela militância na área dos direitos humanos.

 

 

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