Guarapuava descobriu no turismo um novo nicho de mercado, diz Itacir

A partir do planejamento, organização, abertura para participação da sociedade, o setor dispara e Guarapuava se projeta em nível nacional

(Foto: Zacalusni/Secom/Prefeitura de Guarapuava)

Os dois prêmios conquistados por Guarapuava nesta semana, em nível nacional, traduzem a importância do setor turístico. Assim, muito mais do que a potencialidade vocacional do município, destaca-se a política implantada pelo atual vice-prefeito Itacir Vezzaro, ainda em 2013, quando era titular da Pasta.

Embora tivesse agregado à Secretaria Municipal de Agricultura, o Turismo foi composto por projetos de políticas públicas que formaram a base para um desafio maior. A criação do programa ‘Guarapuava Turística’ em 2017 mostrou Guarapuava ao mundo. Muito mais do que isso, é um pacto para um destino turístico inteligente.

Reunião com produtores para fomentar o turismo (Foto: Secom/Prefeitura)

De acordo com o ex-secretário e vice-prefeito Itacir Vezzaro, hoje é possível saber que a inovação do turismo deixou de ser apenas uma escolha e se tornou um nicho de mercado. Pensando dessa forma, a política do setor em Guarapuava se pautou pelo perfil de quem estava no comando.

Sempre a nossa prioridade esteve baseada na geração de trabalho e renda com foco no empreendedorismo; na inovação e conhecimento; no diálogo participativo da sociedade.

Como município-pólo da Região ‘Terra dos Pinheirais’, Guarapuava assume a postura de liderança. Assim a regionalização surge num projeto integrado com Pinhão, Prudentópolis, Turvo e Bituruna, municípios que formam a nossa Região Serrana.

Conforme Itacir, uma vez definidas as políticas públicas, partiu-se para o mapeamento dos atrativos existentes em Guarapuava. “Temos 120 atrativos organizados, divididos e mapeados em cada distrito”.

DO PLANEJAMENTO À CONCRETIZAÇÃO

Entretanto, para que o setor fosse organizado foi preciso institucionalizar a organização do turismo no município. Assim, no campo administrativo surgiram leis e ações municipais de incentivo e apoio ao setor. A primeira delas (Lei nº 2220/2013) criou o Conselho Municipal de Turismo, seguida pelo Cadastro do Plano Municipal de Turismo 2016-2026 junto ao Estado.

“Essa lei já previu a criação do Fundo Municipal do Turismo e do Observatório do Turismo”. Além disso, houve a criação do Calendário Oficial do Município e a inclusão no Calendário Oficial do Paraná. “Para se ter uma ideia, saltamos de apenas dois eventos cadastrados até 2012 para 23 em 2014 e chegamos a 41 em 2019.  Criamos também o Programa de Incentivo às Micro-cervejarias Artesanais de Guarapuava”.

Já um decreto regulamentou o exercício das diversas modalidade no Ecoturismo e Turismo de Aventura. Porém, uma Lei Estadual proposta pela deputada Cristina Silvestri faz de Guarapuava a ‘Capital Estadual da Cevada e do Malte’. Além da criação do Calendário Geral no site da Prefeitura. Expomos ali as datas comemorativas mundiais, eventos cívicos nacionais, estaduais e municipais, e eventos de terceiros”.

E não são apenas essas ações que marcam o setor de turismo em Guarapuava. Um dos grandes encontros proporcionou um fato inédito até então. Foi o Congresso Internacional Inter-Religioso. Todavia, outros projetos também estão consolidados.

GUARAPUAVA TURÍSTICA

Reuniões ouviram a comunidade (Foto: Secom/Prefeitura)

O planejamento das ações, a organização e o diálogo, segundo o vice-prefeito Itacir Vezzaro, são marcas que o definem em qualquer área de atuação. A partir dessa base, criada a partir em 2014, três anos depois surge a o programa ‘Guarapuava Turística’.

Conforme Itacir, são 16 projetos específicos do turismo e mais oito integrados a outras secretarias como Educação e Cultura, Meio Ambiente, Agricultura, Habitação e Urbanismo, Trânsito e outras.

A cada biênio, seis a sete projetos prioritários recebem maior empenho e dedicação. Adquirir conhecimento é necessário, porém é mais importante ainda saber usar o conhecimento para obter resultados.

Itacir Vezzaro (Foto: arquivo/RSN)

Conforme Itacir, a secretaria de Turismo  passou a aplicar essa metodologia com a participação de toda equipe e também de outras secretarias afins. Foram diversas reuniões, cursos, treinamentos práticos, incentivando as comunidades a trabalharem de forma cooperativa, baseada na ajuda mútua.

É o que chamamos de empreendedorismo, ser eficaz e ao mesmo tempo saber inovar, despertar o interesse do público.

Então a partir de 2017, a Secretaria de Turismo de Guarapuava passou a aplicar essa metodologia com a participação de toda a sua equipe e também de outras secretarias afins que pudessem colaborar e apoia as comunidades. Foram diversas reuniões, cursos, treinamentos práticos, incentivando as comunidades a trabalharem de forma cooperativa, baseada na ajuda mútua.

Assim sendo, Guarapuava passou a pensar o turismo como um trabalho coletivo. “O empreendedor precisa entender que esse é um trabalho multissetorial, que não é executado sozinho. Isso porque vários segmentos atuam juntos para atender a um único cliente”.

ROTEIROS TURÍSTICOS

Salto São Francisco (Foto: Anderson Zacalusni /Prefeitura)

Guarapuava é uma cidade ímpar para o turismo. Bastava apenas identificar potencialidades, organizar e fomentar. Para isso foi organizado um roteiro turístico, programa que integra e complementa o Plano Municipal de Turismo. “O plano foi instituído pela Lei Municipal nº 2221/2013 e cadastrado na Secretaria Estadual de Turismo para registro no Ministério do Turismo”.

Além de atender aos 11 eixos estratégicos dos Planos Nacional e Estadual de Turismo, com foco na regionalização, o programa Guarapuava Turística 2026 incluiu sete macro-programas para o Pacto Destino Turístico Inteligente, sendo hoje um programa referencial para todo o Brasil.

De acordo com Itacir, são seis roteiros mapeados e divulgados. Surgem então o ‘Caminhando pelo Centro Histórico, Caminhos da Fé (circuito católico no distrito sede), Caminho de São Francisco da Esperança (distritos Sede e Guairacá). Assim como as Colônias Suábias de Entre Rios – Terra da Cevada (distrito de Entre Rios), Cachoeiras Serra da Esperança (distritos do Guará e Guairacá integrando com Prudentópolis).

Além do ‘Caminhos do Malte’, roteiro gastronômico e de cervejas artesanais. Se pararmos pra pensar, vamos ver que inovar em turismo deixou de ser apenas uma escolha para se tornar um nicho de mercado.

PARCERIAS E CONVÊNIOS

Reunião com o Governo do Estado para parcerias (Foto: Secom/Prefeitura)

De acordo com Itacir, a credibilidade de um trabalho pode ser medido pelas parcerias que conquista. “O programa Guarapuava Turística 2026 surgiu com o objetivo de fomentar o crescimento e o desenvolvimento sustentável do turismo no município e na Região Serrana do Paraná. A ação ocorre por meio de gestão compartilhada com a sociedade civil organizada. O programa se baseia nas riquezas culturais, naturais e produtivas para atrair turistas e novos investimentos.

Conforme Itacir, a ação é composta de diversos projetos com parcerias firmadas com a iniciativa privada, associações e instituições, colocaram Guarapuava em um novo patamar no turismo regional, estadual e brasileiro. Segundo ele, para quem empreende ou quer empreender no segmento de turismo, buscar oportunidades de explorar novas opções de negócios dentro do setor pode ser uma escolha lucrativa.

Inovar em roteiros, proporcionar experiências e desenvolver passeios em busca de demandas em potencial são algumas opções nesse mercado. E a partir do nosso trabalho há muita gente empreendendo e apostando no setor.

TRABALHO GERA PRÊMIOS

(Foto: Secom/Prefeitura)

O resultado do trabalho o Prêmio Nacional do Turismo 2019. O edital com os vencedores foi divulgado nessa quarta (22) pelo Ministério do Turismo. Assim, o município foi contemplado com prata na categoria ‘Melhoria do Ambiente de Negócios e Atração de Investimentos’ com o programa Guarapuava Turística 2026. Já o projeto Caminho de São Francisco levou o bronze na categoria ‘Turismo de Base Local’.

Foram reunidas na publicação do Ministério 33 iniciativas finalistas do Prêmio Nacional do Turismo 2019, todas integrantes das Iniciativas de Destaque. As finalistas foram selecionadas entre 418 projetos e foram avaliadas por 11 comissões julgadoras, compostas por 60 membros de diferentes entidades.

Porém, segundo Itacir a medalha de Prata chegou com gosto de ouro. “Concorremos com o Estado de São Paulo, que foi o vencedor. Um município não tem atributos para criar leis estaduais que favoreçam o turismo. Seja na redução de alíquota dos combustíveis da aviação civil, ou da criação de campanhas televisivas de repercussão internacional”.

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