22/08/2023
Cotidiano Em Alta Esportes Guarapuava

Irmãs guarapuavanas são destaque do Jiu-Jitsu no Paraná

Maya (15) e Hanna (13) começaram a competir nas categorias em 2025 e, somadas, já possuem 8 medalhas conquistadas

Hanna e Maya com o pai Hassan (Foto: arquivo pessoal)

Crescer no ambiente da academia, acompanhando o pai, que é faixa-preta, moldou a trajetória das irmãs Maya, de 15 anos, e Hanna Attaya, de 13. O que começou como observação nas arquibancadas transformou-se em paixão e rotina, fazendo do tatame a segunda casa da dupla.

As filhas, desde pequenas, sempre acompanhando o pai nas academias de Jiu-Jitsu (Foto: arquivo familiar)

O incentivo à prática esportiva veio desde a infância, com foco no desenvolvimento físico e pessoal. Em 2020, diante do sedentarismo gerado pela pandemia de covid-19, os pais Amira e Hassan incentivaram as filhas a ingressarem no taekwondo. A modalidade fortaleceu a disciplina e abriu o caminho para que seguissem os passos do pai no jiu-jítsu.

As irmãs estrearam nas competições da nova modalidade em julho de 2025. Após apenas um ano de dedicação, elas já acumulam resultados expressivos. Hanna conquistou duas medalhas de ouro no Compnet, além de um ouro e dois bronzes no Campeonato Paranaense. Por sua vez, Maya faturou dois ouros no Compnet, somando outros dois ouros e um bronze nas etapas estaduais.

O que mais nos emociona é acompanhar a alegria delas durante a semana que antecede cada campeonato. Nem todo atleta gosta de competir, mas com elas acontece exatamente o contrário: elas amam competir e, se dependesse da vontade delas, participariam de um torneio todos os finais de semana. Ver essa paixão pelo esporte é motivo de muito orgulho para nossa família.

Desafios e sonhos

Com expectativas altíssimas para os próximos torneios, as atletas mantêm o foco nos principais campeonatos estaduais. Além disso, o sonho delas vai muito além: representar o Paraná e o Brasil em competições nacionais e, futuramente, internacionais.

Irmãs garantindo vitórias e representando Guarapuava (Foto: arquivo familiar)

Apesar dos pódios frequentes, a trajetória é mantida exclusivamente com recursos financeiros da família, visto que não há patrocinadores fixos. Os custos elevados com inscrições, deslocamentos, hospedagem e alimentação em grandes centros dificultam a participação em todos os campeonatos.

Contudo, mesmo diante desses desafios, a família segue investindo no sonho das jovens e busca parceiros que acreditem no potencial delas.

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Leonardo Barros

Jornalista

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