Justiça condena dois vereadores e mais quatro denunciados pelo MP

Vereadores dizem que só quiseram ajudar pessoas que estavam necessitando de consultas e entendem que não fizeram nada de errado. Eles vão recorrer

Justiça condena dois vereadores e mais quatro denunciados pelo MP por ‘fura fila’ no Cisgap (Foto: Arquivo/RSN)

Dois vereadores de Guarapuava, três assessores e a ex-diretora do Consórcio Intermunicipal de Saúde de Guarapuava, Pinhão e Turvo (Cisgap) foram condenados criminalmente. De acordo com a ação, a causa foi a inserção de dados falsos no sistema de informática que gerenciava as filas de espera de consultas médicas do Sistema Único de Saúde (SUS).

Conforme a sentença, o objetivo foi o favorecimento de determinados usuários. Assim, a sentença atende denúncia do Ministério Público do Paraná decorrente da Operação Fantasma II. A investigação foi conduzida pelo MPPR por meio do núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Conforme a denúncia, também formulada pelo Gaeco, os vereadores e os assessores deles, com participação e conhecimento da então diretora do Cisgap, usavam da influência decorrente dos cargos para favorecer usuários do SUS. Assim, “furavam” a fila de espera de consultas de especialidades médicas, prejudicando os demais usuários.

MANIFESTAÇÃO NAS REDES SOCIAIS

O vereador Marcio Carneiro (Cidadania), que foi condenado, disse ao Portal RSN que vai recorrer. Porém, no seu perfil no Facebook, ele postou, nesta quarta (29), que recebeu a informação de que foi condenado a cinco anos e meio de prisão.

De acordo com o vereador, ele tinha certeza que seria absolvido. “No meu caso uma vizinha pediu que eu visse o motivo que estava demorando a consulta de sua mãe”. Conforme Marcio Carneiro, a mulher estava há mais de um ano na fila de espera.

“Na época pedi ao meu assessor que fosse ver o motivo da demora. Isso foi feito e informamos a paciente. E esse é o motivo da minha condenação”.

Entretanto, Marcio Carneiro atribui a condenação ao depoimento de uma estagiária que, segundo ele, ia sempre ao gabinete. “Ela queria que eu conseguisse um apartamento da prefeitura para ela. Porém, como não se enquadrava nos requisitos não foi possível.

Então essa estagiária saiu falando o que não é verdade. Mas vou recorrer e pedir para que essa estagiária seja condenada por falso testemunho. 

Assim, o vereador disse que fez nada que desabone a conduta como vereador. “Vou provar minha inocência,  pois continuo confiando na justiça e vamos até as últimas instâncias para provar que sou inocente”.

Já o vereador Celso Costa (Cidadania) entrou em contato por telefone com o Portal RSN, também nesta sexta. “Eu ainda não fui intimado e nem recebi comunicação do meu advogado”. Dizendo que vai recorrer da decisão judicial, Celso Costa assegura que está tranquilo. “Tenho a minha consciência tranquila por não fiz nada de errado”.

PENAS

A ex-diretora recebeu pena de 18 anos e 20 dias de reclusão, um dos vereadores foi condenado a 9 anos de reclusão em regime fechado, e o outro a 5 anos e 3 meses em regime inicial semiaberto.

Os assessores foram condenados a penas variando entre quatro anos e quatro meses e cinco anos e 20 dias de reclusão em regime inicial semiaberto. Ainda cabe recurso da sentença de primeiro grau, proferida pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da comarca.

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