MP e torcidas debatem sobrevivência das organizadas

Grupos terão que se reestruturar para não serem extintos

O Ministério Público do Paraná reuniu-se nesta quarta-feira (16) com integrantes da diretoria das torcidas organizadas de Curitiba para discutir meios de combater a violência nos dias de jogos de futebol. Na reunião, o MP-PR deixou clara a necessidade da colaboração das organizadas no desenvolvimento de relações pacíficas no âmbito das práticas esportivas e na identificação de torcedores que praticam atos criminosos por ocasião dos jogos.

O MP também chamou a atenção para maior controle das associações em relação aos chamados “comandos”, células das torcidas que se organizam nos bairros e que, algumas vezes, envolvem-se em brigas e outras atitudes antiesportivas e mesmo criminosas. Nas investigações relativas aos atos praticados após o jogo entre o Coritiba e o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro, foi identificada a existência de sites com imagens de torcedores vinculados a comandos segurando metralhadoras, em clara incitação a práticas criminosas.

As torcidas concordaram em colaborar com o Poder Público no trabalho de identificação de torcedores que cometem delitos e também no cadastramento dos torcedores. Também fizeram sugestões ao MP-PR, ressaltando a necessidade do funcionamento de um plantão do Juizado Especial Criminal nos dias de jogos (proposta já defendida pelo MP-PR) e da identificação dos torcedores em relação aos quais já tenha sido lavrado termo circunstanciado por atos infracionais cometidos durante ou após as partidas.

Outra proposta das torcidas, que foi acolhida pelo MP-PR, foi a criação de um comitê que reúna representantes das torcidas, dos clubes, das Polícias Civil e Militar, da Guarda Municipal, da Urbs e de outros órgãos públicos, para discutir periodicamente estratégias e medidas preventivas em relação à violência no âmbito das competições esportivas.

“O Ministério Público entende que é necessário discussão mais ampla em relação à proposta de extinção das torcidas organizadas”, afirma o procurador-geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior Neto. “Precisamos ouvir especialistas e analisar experiências de outros estados e países, antes de pensarmos na extinção dessas associações esportivas”, diz.

Fonte: jornale.com.br

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