Na Faep, só há democracia para quem concorda com a política do cada um por si, diz Dr Rosinha

Candidato ao Governo pelo PT ficou fora de evento da Faep

Dr Rosinha (Foto: Divulgação)

O candidato do PT ao Governo do Paraná, Dr. Rosinha, divulgou nota, no final da tarde desta terça feira (14), criticando a falta de espaço que teve durante evento organizado pela Faep, em Curitiba.

Segundo o candidato petista, Ratinho Jr (PSD), foi aplaudido pelos grandes proprietários do estado ao defender na manhã de ontem, segunda (13), que eles têm o direito de se armar a fim de proteger suas terras. Segundo Dr. Rosinha, o candidato concordou com o pedido de flexibilização do Estatuto do Desarmamento formulado pela Faep, a “federação que representa os grandes fazendeiros”, durante sabatina no Hotel Bourbon.

“Infelizmente, não recebi da Faep a mesma atenção dedicada a Ratinho Jr, Cida Borghetti (PP) e João Arruda (MDB), e consequentemente não pude expor, democraticamente, minha posição sobre o tema. A recusa da federação em abrir espaço para ouvir meu ponto de vista, quando represento a única candidatura de centro-esquerda hoje posta na corrida pelo Palácio Iguaçu, evidencia que essa não é uma organização democrática, ao contrário do discurso que ela própria reivindica para si”, disse o candidato do PT.

“Estivesse eu lá, teria começado por lembrar o próprio candidato Ratinho Jr de que ele já liderou na Assembleia Legislativa do Paraná, em 2005, o bloco pró-desarmamento, à época uma minoria na Casa, que acusava a bancada da bala de fazer o discurso fácil contra o estatuto bancado pelo Governo Lula, que pretendia pacificar o país”.

De acordo com a manifestação do Dr. Rosinha, o candidato do PSD,  era na época – ainda mais – jovem, e pode ter com o tempo mudado de opinião. “Mas o mais provável é que agora, diante da atual conjuntura política de discursos cada vez mais inflamados e estímulo ao ódio, seja Ratinho Jr quem está fazendo o “discurso fácil”, eleitoreiro. Cabe perguntar: o que mais Ratinho Jr pode estar dizendo da boca para fora?”

E continua: “Estivesse eu presente no evento promovido pela Faep, como mandam as regras da boa convivência democrática, teria respondido a pergunta sobre armamento no campo da seguinte forma, conforme registrado em meu programa de governo: sob minha gestão, o estado do Paraná criará espaços permanentes de diálogo com organizações e movimentos sociais do campo, visando a construção, implantação e democratização de políticas públicas, programas e ações que promovam o desenvolvimento rural sustentável e solidário. Isso está de acordo com tudo o que preguei e defendi durante meus 28 anos de vida pública. Não faço demagogia, discurso eleitoreiro e nem falo da boca para fora. Nunca fiz coisa do tipo, e não farei neste momento. Um candidato que concorda com a política da força bruta, do cada um por si, declara de antemão a falência do próprio governo”, finaliza.

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