Número de doações de medula óssea cai 30% devido à pandemia

Para chamar atenção sobre a importância da doação, o mês de setembro é destacado com a cor verde e da campanha Setembro Verde

Número de doações de medula óssea cai 30% devido à pandemia (Foto: Reprodução/AEN)

O número de doações de medula óssea caiu 30% de janeiro a julho com relação ao mesmo período do ano passado. O Registro de Doadores de Medula Óssea no Brasil (Redome) repassou as informações. Neste ano o sistema cadastrou 136.754 novos doadores, totalizando 5.212.391 cadastrados. Atualmente há 850 pacientes na fila de espera para o transplante de medula com a doação de não aparentados, ou seja, aquelas em que o doador não tem nenhum grau de parentesco com o receptor.

Para chamar atenção sobre a importância da doação de medula óssea e de outros órgãos, o mês de setembro é destacado com a cor verde. Por meio da campanha Setembro Verde são feitas ações para esclarecimento e conscientização da população sobre o impacto da doação como um ato de amor ao próximo e na vida de quem aguarda na fila por um transplante.

De acordo com o Ministério da Saúde, as doações e transplantes de medula óssea não foram interrompidos por causa da pandemia da covid-19. Mas estão sendo aplicadas algumas restrições de segurança, descritas em notas técnicas publicadas no portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Entretanto, o ministério ressaltou que o novo coronavírus impactou em toda a cadeia de assistência de saúde. Assim, tornando necessária a estrutura, recursos humanos e insumos para o atendimento dos pacientes com covid-10 nos estados e municípios.

Segundo o ministério, por esse motivo houve redução nos números de doação. Assim como o observado em países da Europa acometidos pela pandemia antes do Brasil. O número de transplantes também sofreu queda ao passar de 1.811 de janeiro a junho de 2019 para 1.144 no mesmo período de 2020. Para ser doador de medula é preciso ter entre 18 e 55 anos, estar em bom estado geral de saúde, não ter doença infecciosa ou incapacitante, não ter câncer, doenças no sangue ou do sistema imunológico.

COMO FUNCIONA?

Para receber a doação é preciso fazer inscrição e entrar em uma fila no Registro de Receptores de Medula Óssea (Rereme) do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Além disso, é preciso ter  autorização de médico avalizado pelo Ministério da Saúde. Assim que o paciente entra no Rereme, ocorre a primeira tentativa de encontrar um doador. A partir disso, o próprio sistema refaz a busca todos os dias e um resultado preliminar aponta uma lista de possíveis doadores compatíveis.

A busca também é feita na Rede BrasilCord, que contém os dados de cordões umbilicais armazenados nos Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário.

A lista tem como critérios de prioridade a compatibilidade, gravidade, idade, tempo de espera, disponibilidade de doadores e disponibilidade de leitos. Para que seja feito um transplante de medula é necessário a total compatibilidade entre doador e receptor.

O hematologista Roberto Luiz da Silva, especializado em oncologia, ressaltou a necessidade de conscientizar a população ao fato de que a pandemia trouxe à humanidade o chamado novo normal. “Por isso, temos que prosseguir com os tratamentos. O hospital garante atendimento seguro e diferenciado para todos os pacientes que necessitam de transplante de medula óssea. A doação salva vidas e pode ser opção de tratamento para mais de 80 tipos de doenças”.

De acordo com o médico, a queda no número de doações tem sido atribuída à diminuição de campanhas de mobilização. Ele destacou que hospitais e hemocentros brasileiros seguem as determinações de órgãos de saúde oficiais. Dessa forma, com protocolos rigorosos para evitar contaminações e a proliferação da doença.

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