Profissionais da educação protestam contra ações do governo

A APP-Sindicato reafirmou, desde o início das pesquisas para implantação dos colégios cívico-militares, que é contrária a essa decisão

Profissionais da educação protestam contra ações do governo (Foto: Reprodução/APP-Sindicato)

A APP-Sindicato e servidores do educação organizaram um ato hoje (17) para mostrar que são contrários a algumas decisões do governador Ratinho Jr (PSD) para com a educação. Assim, o encontro iniciou no Parque Barigui em Curitiba, às 6h. Os protestantes seguiram caminhando pelo Centro Cívico de Curitiba e passou por pontos estratégicos da capital. No decorrer deste dia deve ocorrer uma reunião entre os professores, a APP e os representantes do governo, colocando em pauta a educação no Paraná.

Em nota, a APP ressalta que a escola pública é de todos. “A comunidade escolar merece respeito! As principais defesas referem-se contra a prova seletiva para a contratação dos(as) educadores(as) PSS. Bem como, militarização das escolas. Isso, incluindo o processo fraudulento de consulta, não ao retorno das aulas presenciais, direitos de reajustes salariais e promoções e progressões. Assim como, solicitação para fazer concurso público, entre tantos retrocessos que estão impostos em uma gestão empresarial e não democrática do atual governo”.

MILITARIZAÇÃO

Representante dos educadores da rede estadual, a APP-Sindicato reafirmou, desde o início das pesquisas para implantação dos colégios cívico-militares, que é contrária a essa decisão. Assim, salientando que defende a educação plural, democrática e humanista. Para o sindicato, a transferência do modelo escolar é parte de um projeto político e ideológico.

Portanto, a equipe da APP enfatiza que a mobilização e as manifestações públicas vão ser feitas em todo o Paraná. As informações são de Hermes Leão, presidente da APP Paraná. “Com denúncia dos ataques que o secretário da Educação, Renato Feder, tem feito sobre os direitos dos(as) educadores. Vamos dialogar também com a sociedade e com o governo a necessidade de superar impasses como prova de PSS”.

 Não é possível manter essa medida em plena pandemia e sem o governo ter feito debate que envolve as condições de trabalho dos PSS, concurso público e direitos. A defesa que tenha a suspensão da terceirização do funcionário de escola e que prorroguem os atuais contratos de trabalho de educadores PSS diante da calamidade pública. Temos em pauta o uso de direito de promoções e progressões dos professores, já anunciado para outras categorias e que é preciso corrigir a medida de congelar esses nossos direitos, além do reajuste salarial.

O protesto ocorre respeitando a pandemia, todas as questões de segurança de higiene e saúde. Assim, não esquecendo o distanciamento social, as máscaras, álcool gel e sem chamadas para evitar a aglomeração.

PESQUISAS

A Secretaria de Educação do Estado e do Esporte encerrou na quarta 4 de novembro a consulta pública sobre a implementação do modelo cívico-militar. Assim, dos 216 colégios da rede estadual indicados, 186 vão passar pela mudança. Conforme a administração estadual, 74 mil pessoas optaram pela mudança.

Desse número total de votos, 55.443 foram a favor do novo modelo de ensino. Sendo assim, em 25 unidades, a comunidade escolar optou por manter o modelo tradicional. Já no Núcleo Regional de Educação sediado em Guarapuava, os seis colégios indicados terão formato cívico-militar. Três são de Guarapuava. Os outros três ficam em Pinhão, Turvo e Reserva do Iguaçu.

Desse modo, o resultado popular decidiu pelo novo formato. Portanto, os colégios estaduais de Guarapuava Manoel Ribas, Mahatma Gandhi e Heitor Rocha Kramer vão passar pela mudança.

Desse modo, nas unidades em que a comunidade votou pela migração, a implementação do novo modelo vai começar em fevereiro. Assim, junto ao início do calendário escolar.

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