Rodrigo Bastos consegue patrocínios para a temporada 2010

Guarapuava – Depois de conquistar o título brasileiro de Fossa Olímpica (leia mais sobre as modalidades de tiro esportivo no box abaixo) pela 17ª vez, Rodrigo Bastos faz planos para a próxima temporada, decisiva para o atirador que está em busca de indíces para os Jogos Pan-Americanos de 2011, na Cidade do México, e as Olimpíadas de 2012, em Londres.

O atleta guarapuavano – que já participou dos Jogos Olímpicos de Seul (1988) e Atenas (2004) e pretende seguir competindo até a evento de 2016, que acontece no Brasil – possui ótimas notícias no final de ano. Em 2010, o atirador deverá fazer parte das fileiras da Marinha brasileira. Bastos defenderá as Forças Armadas do Brasil nos Jogos Mundiais Miliatres de 2011, que também ocorrem no Rio de Janeiro. Em troca, receberá remuneração, estrutura e equipamentos para desenvolver seus treinamentos, sem precisar abandonar Guarapuava ou sua profissão atual – o contrato terá longa duração e o atleta já adiantou que pretende competir por pelo menos mais seis anos. Ele também está prestes a fechar um contrato de patrocínio com uma empresa paulista do ramo de bebidas.

Nessa entrevista à TRIBUNA, o atleta comentou diversos assuntos, entre eles os planos para o futuro e a realização dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.

Avaliação de 2009

“Este ano foi fraco com relação ao número de competições. Mas eu reservei um espaço para a última do ano, que aconteceu no Rio de Janeiro. Foi o campeonato mais importante, uma competição a nível nacional. Isso foi muito bom pra mim, pois pude fazer uma preparação razoável, bem tranqüila.
No geral, 2009 não foi um ano movimentado, já que é um período pós-olímpico e cai bastante o nível das competições. É bom deixar claro que estamos falando de uma modalidade olímpica. O objetivo ano que vem é realizar uma preparação melhor e vencer competições, visando garantir vaga no Pan-Americano e nos Jogos Olímpicos”.

O tiro esportivo em Guarapuava

“A estrutura da Rodrigo Bastos Associação de Tiro Esportivo (RBATE) foi reativada. Está havendo uma adesão muito grande a associação, com pessoas de outros lugares vindo treinar, inclusive em categorias iniciantes. Isso me animou bastante e estou focado em realizar uma mobilização para que o estande funcione, voltado para a descoberta de novos talentos no Paraná.

É importante destacar que o meu estande é particular, mas as pessoas podem ir lá para conhecer e, caso se interessem, se tornarem atiradoras, transportando armas e tudo mais, mediante a reunião de todos os documentos necessários”.

Apoios para o ano que vem

“Encontrei no Rio de Janeiro, durante a última competição que disputei, o tenente-coronel da Marinha, Fernando Lessa Gomes, que participou da Olimpíada de Seul junto comigo. Conversamos e ele me disse que existe um projeto do Governo Federal para profissionais liberais, visando o ingresso dos mesmos nas Forças Armadas.

Os atletas entram como tenente e não precisam se dedicar de maneira integral as Forças Armadas, sendo contratados para executarem os treinamentos. Esse modelo esportivo é utilizado em países como Estados Unidos, Rússia e Austrália. Meu nome é o mais cotado na Marinha, justamente por ela ser vinculada as Formas Armadas e ter ligação com o tiro.

A possibilidade de fazer parte do quadro da Marinha para que eu represente o Brasil através das Forças Armadas é muito grande. Também existe a possibilidade do fechamento de um patrocínio com uma empresa de São Paulo, cujo nome não quero adiantar. Estes serão meus dois apoios para a temporada 2010, já a partir de janeiro.
É importante destacar que além de fazer parte do quadro da Marinha, darei treinamento para os oficiais em Guarapuava, no meu estande. Eles estão realizando uma troca de equipamento e utilizarão o armamento que eu uso. Também realizarei palestras para eles. No meu estande estará disponível o material mais moderno que existe para a prática do tiro esportivo. Fiquei muito feliz com a novidade, pois continuarei morando e treinando em Guarapuava. Precisarei apenas realizar um curso na Escola Naval, que vai me capacitar para fazer parte do quadro efetivo da Marinha”.

O esporte no Brasil atualmente e as instalações para 2016

“Penso que o esporte no Brasil nunca esteve tão bem. Estamos tendo um apoio muito grande através do incremento de novas leis. Eu acho o estande [que recebeu o brasileiro no último fim de semana e será sede do tiro esportivo em 2016] maravilhoso. O brasileiro tem uma mania muito grande de reclamar de tudo e por defeito. As instalações têm seus problemas, mas nada que não exista em outros lugares do mundo. Particularmente acho o estande muito bom.

O Brasil tem que melhorar pouco para sediar as Olimpíadas. O país já tem toda a infra-estrutura pronta do Pan-Americano, precisa fazer pouca coisa. É claro que existe uma diferença muito grande entre as duas competições, mas uma boa parte da estrutura já está pronta. Além disso, o legado para o Rio de Janeiro vai ser importante. A cidade vai se transformar, assim como aconteceu com Barcelona [sede das olimpíadas de 1992]. A tendência é ficar uma maravilha”.

Entenda como funciona o tiro esportivo

Rodrigo Bastos acumula dezenas de títulos nacionais e internacionais – além de uma medalha da prata nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, República Dominicana, em 2003 – no tiro ao prato. Além dessa modalidade, existe ainda outras como tiro com carabina, tiro com pistola – ambas as modalidades integram o tiro esportivo em Jogos Pan-Americanos e Olímpicos – além das provas especiais, que são características do Brasil.

No tiro ao prato, Bastos compete na Fossa Olímpica – além dela existem mais quatro categorias na modalidade. Na Fossa Olímpica, disputada com escopetas calibre 12, o objetivo é disparar sobre um número específico de alvos – pratos no caso. Em cada prova são lançados 125 pratos para os homens e 75 para as mulheres, em séries de 25 unidades durante a fase eliminatória. Nas finais, disputadas pelos seis maiores pontuadores, são mais 25 pratos.

A pontuação final é a soma do número de pratos quebrados, tanto da classificatória quanto da final. O prato é classificado como “bom” quando se quebra um pedaço visível para o juíz – caso contrário o prato é considerado perdido.

Fonte: Federação Gaúcha de Tiro e Caça

Foto: com novos patrocínios, o atirador espera repetir o Pan-Americano de 2003, quando ficou com a prata (divulgação)

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