Segundo monitor do FGV, PIB cai 8,7% no segundo trimestre de 2020

Quedas na indústria e nos serviços influenciaram a economia do país. Segundo a FGV, a situação da economia permanece muito pior do que a do ano passado

Segundo monitor do FGV, PIB cai 8,7% no segundo trimestre de 2020 (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu 8,7% no segundo trimestre deste ano, em relação ao período imediatamente anterior, na análise da série dessazonalizada. É o que indica o Monitor do PIB, divulgado nessa terça (18) pela Fundação Getulio Vargas. De acordo com o coordenador do Monitor do PIB-FGV, Cláudio Considera, o resultado da economia no segundo trimestre foi “o pior já vivenciado pelo país desde 1980”.

Entretanto, na avaliação mensal, o indicador da atividade econômica do Brasil teve alta de 4,2% em junho, se comparado a maio. Na comparação interanual, a economia recuou 10,5% entre abril em junho e 6,5% em junho.

COVID-19

Para Considera, é inegável que a pandemia da covid-19 trouxe enormes desafios para a economia brasileira, que ainda deve demorar a ter solução. Apesar disso, segundo o coordenador, na análise desagregada dos meses do segundo trimestre, foi possível notar que o pior desempenho foi em abril.

Embora as taxas interanuais de maio e junho ainda estejam muito negativas, já houve melhora dos resultados nesses meses na comparação dessazonalizada. Esses resultados mostram que, embora a economia esteja no segundo trimestre em situação pior em comparação ao anterior, no curto prazo já se observa uma melhora da atividade.

INDÚSTRIA

Além disso, o monitor mostrou ainda que a rápida deterioração do PIB foi influenciada por fortes quedas na indústria de 12,8% e nos serviços, de 8,4%, e, ainda, por praticamente todos os componentes da demanda. A exceção ficou por conta da exportação, que cresceu 1,3% de abril a junho.

Conforme a Agência Brasil, embora a economia brasileira tenha sido diretamente atingida pela pandemia da covid-19 a partir de março, a maior retração contra o período imediatamente anterior ocorreu em abril. Apesar das taxas interanuais ainda mostrarem retrações muito fortes, a economia voltou a crescer nos meses de maio e junho.

Segundo a FGV, a situação da economia permanece muito pior do que a do ano passado. Entretanto, a retração interanual de junho de 6,5% é praticamente a metade do que ocorreu em abril, com o recuo de 12,3%, e em maio, de 12,6%.

*(Com informações da Agência Brasil)

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