Sesa confirma mais duas mortes de macaco por febre amarela na Região

As duas mortes de macacos ocorreram em Rebouças e Pitanga. Paraná registrou até agora, 117 mortes de macaco infectados por febre amarela

Sesa confirma mais duas mortes de macaco por febre amarela na Região: Rebouças e Pitanga (Foto: Arquivo/RSN)

A Secretaria da Saúde do Paraná confirmou nesta quarta (11) três novos casos de macacos mortos por infecção do vírus da febre amarela. Um em Piên, na Região Sul, que agora já soma quatro confirmações. As duas outras mortes de macacos foram confirmadas em Rebouças e Pitanga.

De acordo com o secretário de Saúde, Beto Preto, os casos de morte de macacos sinalizam a presença do vírus da doença na Região. “As mortes alertam para a necessidade de se tomar a vacina. A Secretaria da Saúde orienta a população sobre a importância de estar imunizado contra a febre amarela”.

A vacina está disponível em todas as unidades de saúde. A dose é única e a pessoa fica protegida para toda a vida. Na Região, já foram registradas mortes de macacos em Guarapuava, Prudentópolis, Irati, TurvoCandói. Agora, a lista integra os municípios de Rebouças e Pitanga.

BALANÇO

O Paraná registra desde 1º de julho até agora, 672 notificações de mortes de macaco, sendo que destas 117 foram confirmadas, 199 estão sendo investigadas, 295 aconteceram por causas indeterminadas e outras 61 foram descartadas para a febre amarela. O Paraná não apresenta casos humanos de febre amarela no período. Até o momento são 95 notificações, sendo 82 já descartadas e 13 que seguem em investigação.

(Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)

VACINA

O público-alvo para vacinação da febre amarela é dos nove meses de vida até 59 anos. Desde 2018, todos os municípios do Estado passaram a ser área com recomendação vacinal contra a febre amarela. A partir de janeiro deste ano, o Ministério da Saúde recomenda reforço vacinal para as crianças aos quatro anos de idade.

O MACACO É VÍTIMA

De acordo com a Saúde, a febre amarela silvestre é uma doença infecciosa febril aguda. É causada pelo vírus da febre amarela. Assim, é transmitida por mosquitos do gênero Haemagogos a pessoas não vacinadas que entram áreas rurais, matas, rios, parques, reservas ou localidades que já tem casos confirmados da doença.

Todavia, a forma urbana da doença é quando ocorre transmissão da mesma pelo Aedes aegypti. Entretanto, isso não ocorre desde 1942. Por isso, os macacos são apenas ‘hospedeiros’ e não são transmissores da febre amarela. Para o repasse é preciso que o animal seja picado pelo Aedes aegypti e que o mosquito que também transmite a Dengue pique o ser humano. Por fim, é preciso esclarecer que os animais não devem ser mortos.

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