Volume de chuva em Guarapuava não foi suficiente, diz Sanepar

Em Guarapuava, mesmo que esteja chovendo, a precipitação média ainda está bem abaixo do índice histórico para o período e é necessário evitar desperdícios

Volume de chuva em Guarapuava não foi suficiente, diz Sanepar (Foto: Larissa Ortiz/RSN)

O volume de água que caiu sobre Guarapuava nesta semana não foi suficiente para amenizar os efeitos da estiagem. De acordo com a Sanepar, na terça (12) o volume foi de apenas dois milímetros, enquanto na quarta foi de 27 milímetros. Porém, o município ainda está com o nível de água bem abaixo da média dos anos seguintes, como avalia a empresa.

Entretanto, a média de cálculo mede a porcentagem da Estação de Tratamento de Água no bairro Santana, não envolvendo Palmeirinha e  outros distritos.

LONGE DE ACABAR

Nos próximos dias, em Guarapuava, a temperatura deve permanecer caindo, mas isso não quer dizer que a chuva dê as caras por aqui. De acordo com o Simepar, só deve voltar a chover na próxima quinta (20) com a precipitação acumulada de 32,1 milímetros. Conforme os meteorologistas do sistema, o volume de chuvas no Estado ficará abaixo da média histórica nos próximos três a seis meses.

Daí a necessidade de economizar água, de fazer uso racional e consciente. Não é momento para lavar carro toda semana, lavar cobertores, cortinas, fazer lavagens pesadas. Não é o momento de usar água tratada para regar jardins, lavar pisos e calçadas.

Embora Guarapuava seja a Região mais afetada pela seca no Paraná, outros municípios também estão sendo atingidos. Conforme a Sanepar, a situação está se agravando. Assim,  desde os primeiros meses do ano os rios e poços sofrem pela pouca vazão de água. As Regiões  que também estão no ranking das mais afetadas são Curitiba e Região Metropolitana, Oeste em Medianeira, Santo Antônio do Sudoeste e Pranchita.

VAZÃO DOS RIOS

A solução encontrada pela Sanepar neste momento é reforçar os abastecimentos das cidades com caminhões-pipa, como na Região Norte do Paraná. Lá, já são 18 sistemas em que a vazão de rios e poços caiu mais de 80%, deixando espaço para uma preocupação cada vez maior. Entre os sistemas estão os municípios de Vale do Ivaí, Vale do Paranapanema e Norte Pioneiro.

Na Região Centro-Sul a situação é igualmente preocupante. De acordo com a Sanepar, não há previsão de chuvas em volume suficiente para os próximos meses. “A previsão do Simepar é de que as chuvas continuarão abaixo da média agora nos meses frios, e a regularização do nível desses mananciais de abastecimento depende de mais volume”.

 

(Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

No dia 7 de maio, o governador Ratinho Júnior decretou que o Paraná está passando por uma emergência hídrica, pelo prazo de 180 dias a partir da assinatura da medida. A estiagem que começou em junho de 2019, tem causado impactos no sistema de abastecimento público de água. O decreto permite oficialmente que as companhias façam rodízios de até 24 horas.

O governador afirma que todo o cuidado pode ajudar nesse momento. “Esse decreto permite ganhar agilidade nas ações por parte do Governo do Estado. Precisamos da consciência de todos para evitar o desperdício. Com todos colaborando, não vai faltar água para ninguém”.

Além disso, a Sanepar também lançou uma campanha para conscientizar os paranaenses sobre o uso racional, dicas para economizar água e reduzir os custos da conta são divulgadas pela empresa.

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